Temporada de promessas
Não acompanho propaganda e horário político em nenhuma emissora de rádio ou TV. Sempre que surge essa bestialidade de programa, mudo rapidamente. Mas dias atrás ouvi no rádio um pouco da plataforma de governo da candidata do PT ao governo do Estado, Gleisi Hoffmann. Disse ela que irá fazer da saúde paranaense um modelo de fazer inveja a qualquer país desenvolvido, com mutirões em todas as especialidades para acabar de vez com o problema das filas de espera, inclusive no que diz respeito à falta de vagas hospitalares. Comentei com alguns eleitores a proposta que tinha acabado de ouvir. Todos ficaram atônitos e deram risada. Um deles, funcionário do Hospital Universitário, disse que a administração na saúde pública paranaense nos últimos 30 anos foi um desastre e que, no âmbito federal, os últimos 12 anos foram catastróficos, portanto, período em que o PT está no comando. Agora, em época eleitoral, todos possuem remédio para tudo, não só em matéria de saúde, irão também arrumar a segurança, falta de moradias, ensino público, etc.
MIGUEL POLSKIKH FILHO (eletrotécnico) – Londrina

Cavaletes eleitorais: atraso
Os maus políticos nunca representaram exceções em nossos meios sociais. Qualquer cidadão que pretenda reagir contra a esculhambação geral, dificilmente encontrará amparo para tanto, exceto, entre seus concidadãos. Pesa, sob todas as considerações, a opção estúpida, atrasada e inútil na especificação dos cavaletes eleitorais como estratégia de disseminação das ideias de um candidato. É um retrocesso e oportunismo, numa aventura marqueteira com destino que aponta o óbvio, em termos de resultados práticos: nenhum, excesso a raiva de quem ama esta bela cidade arborizada e de vanguarda. Alguém minimamente alfabetizado, por favor, atualize os organizadores dessas campanhas, por exemplo, informando-os que a energia elétrica é uma realidade e a internet se encontra plenamente funcional. Cabe aqui uma pergunta: qual a melhor forma de se defender suas ideias, que não seja disseminando poluição visual e heranças malditas? No mais, "cavalete" significa "pequeno cavalo" e, num páreo, qualquer apostador de meia-tigela sabe que para se entrar numa pista, jericos e demais asininos ficam no pasto.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) – Londrina

Sabemos de tudo, e não fazemos nada!
Se não fosse trágico, seria cômico. A presidente Dilma Roussef afirma que jamais imaginou haver "malfeitos" em negócios envolvendo a Petrobras. "Sabe de nada, inocente!" ou "Sabe de tudo, esperta!". Entretanto, toda essa corrupção banca o PT no poder. O ex-presidente Lula, com outra frase similar - "Eu não sabia de nada" - se manteve 8 anos no poder, nos quais a corrupção nadou de braçadas. E nós, brasileiros, que sabemos de quase tudo, ficamos na condição do inocente, que não sabe de nada. Acorda brasileiro!, faça a sua parte nas urnas em outubro.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Ar-condicionado em escolas
O governo do Paraná gastou R$ 3,4 milhões, há mais de um ano, na aquisição de 1,7 mil aparelhos de ar-condicionado para as escolas da rede pública estadual, sendo que a quase totalidade dos equipamentos encontra-se encaixotada nos pouquíssimos espaços físicos existentes na maioria dos estabelecimentos de ensino. Alega o governo que a rede elétrica das escolas não atende às necessidades para a instalação desses equipamentos, devendo passar por readequações que permitam a instalação. Será que é tão dispendioso e complicado a realização desses serviços? Se o governo tinha ciência da fragilidade do sistema elétrico das escolas, por que comprou?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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