Planta de Valores e justiça tributária
Leio diariamente comentários sobre essa questão da atualização da Planta de Valores dos imóveis em Londrina. Sinto que alguns confundem o IPTU com outros tributos como o que é recolhido sobre o lucro imobiliário ou aquele que incide na transmissão de imóveis. Esses são tributos ocasionais que só são calculados por metodologia própria e exclusivamente se os imóveis forem negociados. Já o IPTU, conforme determina a lei, é cobrado anualmente e o valor incidente é calculado sobre o valor venal do imóvel. Todos sabemos que o valor venal de um imóvel pode variar rapidamente de acordo sua localização, as obras realizadas na região, a especulação nessa mesma região e até pela sorte de investir certo, na hora certa e no lugar certo. Assim, está certo o poder público em realizar a atualização da Planta de Valores para que haja justiça tributária. Não interessa se a valorização ou desvalorização aconteceu rapidamente ou se levou anos. O que vale é o valor venal atual, segundo a lei vigente. Agora, o que deve ser cobrado veementemente é que a aplicação do dinheiro do tributo seja aplicado muito bem e em benefício de toda a sociedade. Para esse fim, são cobrados impostos e não para beneficiar apaniguados, políticos, etc.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina

Assommar e o mirante
A matéria "Entidade vendeu imóvel doado pelo município" (Política, 4/9) nomeia a Associação dos Amigos e Moradores do Jardim Maringá (Assommar)como beneficiária da doação pelo município do terreno localizado na esquina da Avenida Maringá com a Rua Professor Joaquim de Matos Barreto. Gostaríamos de esclarecer que em 2010 a associação, junto com ampla mobilização da comunidade londrinense, reverteu o processo de posse dessa área, doada pelo poder público para a Secovimed. O objetivo da associação é a utilização da área como praça e a construção do "Mirante do Lago Igapó 2". Inclusive existiam contatos com construtoras locais que ajudariam na execução dessa importante obra de uso público para toda a população. Essa área não é da associação, foi retomada judicialmente e pertence ao município atualmente. Há mais de um ano foi encaminhado ofício e mensagens para a prefeitura solicitando audiência com o prefeito para a formalização da doação do projeto arquitetônico executivo do Mirante, mas infelizmente até hoje não obtivemos nenhuma reposta.
EDUARDO SUZUKI (arquiteto e ex-diretor da Assommar) – Londrina

Escolas de escotismo
Apenas um esclarecimento para o candidato a governador pelo PRTB Geonísio Marinho e para quem mais se interessar: o projeto que ele pretende criar, divulgado ontem em entrevista à FOLHA, já existe no Paraná. Chama-se Escotismo nas Escolas e vem sendo desenvolvido pelos grupos escoteiros existentes em cada cidade, com o apoio da União dos Escoteiros do Brasil. Em Londrina, temos um, na zona leste, apoiado pelo Grupo Escoteiro Verde Vale. Quero esclarecer também que o movimento escoteiro, em todo o mundo, possui um caráter eminentemente apartidário, não se prestando, portanto, a servir de alavanca eleitoral para quem quer que seja.
NINA CARDOSO (psicóloga) – Londrina

Velho estratagema
O senador Roberto Requião, candidato ao governo do Paraná, diz que se vencer as eleições vai fazer com que a conta da água seja congelada. Pois é, já vimos esse filme com o caso dos pedágios. O candidato dizia: "Ou abaixa ou acaba!", mas nem abaixou e nem acabou. Subiu, e muito! Então, por que inventar coisas que não vai fazer só para ser governador? Sabemos que isso não vai acontecer, então, por que não fala em diminuir os cargos comissionados, em parar de contratar gente preguiçosa que não faz os seus deveres? Por que não diminui os gastos com os puxa-sacos? Por que não acaba com "os laranjas" para diminuir o trabalho da Justiça em encontrar o produto roubado? Tudo isso dá para fazer e sem gastar nada, vai diminuir muito a roubalheira.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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