Opinião Atualizado em 30/08/2014, 23:00
OPINIÃO DO LEITOR
O IPTU de Londrina é um dos mais caros do Paraná e possivelmente de todo o País. Enquanto em Londrina a alíquota do imposto predial sobre o valor venal é de 1% e a do territorial, que conforme noticiaram os jornais, poderá chegar 8%, em cidades como São Paulo e Curitiba as mesmas alíquotas chegam a ser a metade ou até menos daquelas que aqui são praticadas. Se a Planta de Valores está defasada, o valor cobrado a título de IPTU não está, pois sua correção é lançada anualmente. A alíquota de IPTU de um apartamento localizado em um dos bairros mais nobres de Curitiba (Rua Pe. Anchieta Champagnat), é de apenas 0,527%. Portanto, se as autoridades municipais desejam elevar a Planta de Valores dos imóveis de Londrina, que o façam, porém, reduzindo, na mesma proporção, a alíquota do imposto predial a fim de não onerar demasiadamente os contribuintes. O aumento da arrecadação ocorrerá por ocasião das transações imobiliárias através do recolhimento do ITBI.
ARÃO MOREIRA SANTOS NETO (advogado) Londrina
O caso City Shopping vem rendendo calorosas discussões. Uns querem demolir o empreendimento, outros preferem preservar os empregos ali gerados. Enquanto discutimos o que deve e pode ser feito sobre algo que já está pronto e funcionando, nesse momento estão sendo erguidos na cidade outros empreendimentos nas mesmas condições do City Shopping, ou seja, na total irregularidade. Em breve tais obras serão inauguradas com um grande coquetel, fogos de artifícios e a presença de autoridades, inclusive das responsáveis por fiscalizar e embargar obras irregulares. Todos estarão felizes, brindando e chancelando a mais nova obra inadequada da cidade. Isso já aconteceu e vai continuar acontecendo por apenas três motivos. O primeiro é que todos os envolvidos no esquema têm a certeza da impunidade; o segundo é que muitos órgãos públicos de Londrina se especializaram em criar dificuldades para vender facilidades; e em terceiro, a outorga onerosa: dispositivo que permite a construção acima dos parâmetros previamente definidos para um zoneamento. Isso significa que em Londrina pode tudo, desde que você conheça ou seja amigo das raposas.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) Londrina
A rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel expõe o falho sistema carcerário brasileiro. Não existe presídio que não esteja superlotado, o que não apaga a impressão de que ainda se vive um clima de insegurança nas grandes cidades. Se as prisões estão abarrotadas, por que ainda perdura essa onda de violência urbana? A verdade é que a prisão não resolve o problema da
criminalidade. Talvez por desconhecimento de causa ou mesmo por reação instintiva de momento, a maioria dos brasileiros entende que quanto maior a pena menor será a incidência de crimes. Isso não é verdade. As rebeliões de presos constituem fatos preocupantes que justificam o alerta máximo da sociedade: a lei que nasceu para minimizar um problema criminal, criou de fato um problema penitenciário colocando em risco a vida de muitos funcionários do sistema.
GABRIELA MARTINS FONSECA (estudante) Londrina
As apresentações do Filo, um dos maiores eventos culturais que ocorre em Londrina todos os anos, trazem à cidade artistas de diferentes regiões e países. O trabalho deles nem sempre é valorizado como deveria. Infelizmente, nas escolas não há grande incentivo à cultura e divulgação do festival, o que deveria acontecer principalmente quando se tem projetos relacionados. Uma ótima ideia que pode incluir maior número de jovens no público desse importante evento foi a criação do aplicativo "Filo 2014", que além de informar sobre as apresentações, dá a mais estudantes a oportunidade de conhecer os espetáculos e perceber que podem também se divertir indo ao teatro, conhecer coisas novas e enriquecer a mente.
ANA CLARA SEBOLD MORAES (estudante) Londrina
Sobre o aumento dos ataques a bancos no Paraná, precisamos nos conscientizar sobre esse e vários outros problemas, principalmente agora que é ano de eleição. Devemos lembrar que é esse voto que nos trará melhores condições de vida. Temos o poder de eleger nossos representantes, mas muitos jogam essa oportunidade no lixo e ainda ficam reclamando dos políticos corruptos. Mas essas pessoas fizeram algo para o bem do Estado ou País? Muitos dos que reclamam são os mesmos que vendem o voto, não ligam para eleições, só pensam em si mesmos, pois na hora de estabelecer um encontro na sociedade e debater sobre o melhor para todos são os primeiros a se retirar. O problema do nosso país ser tão corrupto e desigual não está só nos políticos, mas também nos eleitores. Coitados daqueles que pensam na política no seu sentido real, que é a sua própria vida.
LUCAS MATOS FERREIRA (estudante) Londrina





