OPINIÃO DO LEITOR
Habilidade em confundir
No primeiro debate na televisão, na terça-feira, a candidata à reeleição Dilma Rousseff mostrou sua habilidade em confundir a plateia com respostas inusitadas. Respondendo à pergunta de sua concorrente, disse que os médicos cubanos (do Mais Médicos) estão recebendo quase o mesmo que o governo pagaria de bolsa aos médicos-residentes brasileiros. Mas que relação teria Residência Médica (estágio supervisionado de pós-graduação) com a atuação dos cubanos no PSF? De fato nenhuma, além do adjetivo "bolsistas" que ela mesma usou. Dizer a verdade, por que a maior parte dos salários vai para o governo de Cuba, isso nem pensar.
ROGÉRIO SANADA DE FREITAS (médico) Londrina
Debate dos presidenciáveis
No primeiro debate entre os candidatos à Presidência, na terça-feira, como era de se esperar ouvi sempre a "mesma ladainha". Gostei da primeira pergunta que o mediador fez aos candidatos - como vão combater tanta violência no País, crime organizado, acabar com facções criminosas, tráfico de drogas. Infelizmente, as respostas de todos não incluíram um plano de aprovação da maioridade penal no Brasil. Os menores infratores são "funcionários" das facções. O "QG" do tráfico nada mais é do que um centro de treinamento de nossos jovens. Por que tanta "resistência" nesse assunto? Não vi muito "pulso firme" entre as perguntas e respostas, sem tirar que a candidata do PT acabou não respondendo e, como sempre, repetiu palavras de "discursos anteriores".
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) Londrina
Questão palestina
O advogado David Schnaid fez um resumo da criação do Estado de Israel no artigo "Sobre a questão Palestina" (Espaço Aberto, 21/8) Gostaria muito que o Estado da Palestina fosse criado, simultaneamente ao Estado Judeu. Há uma razão indiscutível. A criação de Israel tem a ver sim muito com o holocausto. Era uma época que todos se comoveram com as cenas horripilantes pelas quais passaram os judeus com Hitler. Os palestinos foram obrigados a deixar suas moradias (para não dizer: expulsos). Tudo, sob os olhares complacentes da ONU. Gostaria de lembrar ao articulista que o império britânico chegou a "dominar" um quarto do mundo. No fim da Primeira Guerra Mundial, o território que agora compreende Israel, a Jordânia, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém foi concedido ao Reino Unido. Ficou assim fácil de retalhar para compor o Estado de Israel. Mas, há sim, grande diferença entre os dois povos. Notadamente, os judeus, àquela época, eram muito mais educados. É só ver o número de descendentes judeus que foram agraciados com o Prêmio Nobel. Desde que Netanyahu assumiu o poder, acompanha-o ideias expansionistas. Após várias reuniões infrutíferas, mais por parte de Israel, quando não quer devolver os assentamentos, por exemplo. Todo o país tem direito de se defender, mas basta ver o número de mortos. Estão praticando, sim, um genocídio contra a população palestina. Tivessem permitido aos palestinos uma maior educação, como a oferecida aos judeus, e uma constante transferência de recursos do povo americano, gostaria de ver se não realizariam as mesmas proezas. Mas vivem em guetos, como aqueles que os judeus conhecem bem. "Que a vida humana tenha maior valor", como bem escreveu o professor Thiago Leibante em artigo anterior no dia 15/8.
ALVARO ALMEIDA (engenheiro agrônomo) Londrina
Falta de sinalização
Gostaria de parabenizar a jornalista Marian Trigueiros pela reportagem "Falta sinalização para pedestres" (Cidades, 22/8) a respeito do problema que ocorre nas grandes cidades. A matéria mostrou as enormes dificuldades para o pedestre se locomover e mais ainda a falta de interesse dos governantes em ajudar na sinalização e na mobilidade urbana, não só para veículos e motos. A arquiteta Meli Malatesta mostrou o caminho, cabe aos governantes derrubarem ou não os paradigmas sociais. Vai ser difícil já que eles nunca se movimentam a pé.
JOSÉ PEDRO NAISSER (aposentado) Curitiba
Correção
Por uma falha técnica, algumas palavras da reportagem "Busca por independência desafia ouvidorias públicas" (Política, 27/08) foram suprimidas. A reportagem correta está disponível na Folhaweb (www.folhadelondrina.com.br).
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





