OPINIÃO DO LEITOR
Voto secreto
Com relação ao comentário sobre as urnas eletrônicas do leitor Ludinei Picelli (Opinião, 17/8), gostaria de destacar um outro aspecto. As urnas antigas contadas a muitas mãos tinham inúmeras vantagens: a não rastreabilidade, a participação de muita gente, eram contadas uma a uma. Isso dava a sensação de maior legitimidade da paciência que dá um ar de maior valor, assim, de não desperdiçá-lo tão facilmente, da vigilância partidária necessária, ou seja, também da defesa do voto secreto. Se bem que numa era de psiquismo tão destacado nas posições individuais, muitas vezes as escolhas pareçam ser óbvias, talvez mesmo que os votos fossem em papel escrito. Por que é tão importante o voto secreto? Porque é a essência da manutenção da democracia. Por meio dela desenvolvemos a sociedade, porque ela permite resolver nossos conflitos interiores, e assim os conflitos de toda a sociedade. Uma pessoa, por exemplo, pode mostrar um comportamento preconceituoso como sintoma da sociedade por diversos motivos inconfessáveis, mas interiormente ele escolhe um candidato de ideias diferentes. Se assim não o fosse, talvez bastariam os dados estatísticos para eleger uma mulher de tal crença ou a de tal formação com tal nível social por representarem a média da maioria da sociedade, mas os desejos internos das pessoas não são tão óbvios e elas mudam com o passar do tempo. E na psicanálise se diz que as sombras interiores das pessoas, somadas às de toda a nação quando se agigantam, levam à guerra ou ao totalitarismo violento. E o meio de se resolver isso de forma lenta, mas com maturidade, seria por meio da democracia pelo voto secreto.
PEDRO SHIGUEYUKI KAWAI (engenheiro civil) Londrina
Fator Marina
Após a morte de Eduardo Campos, o PSB aumentou e muito suas chances de ter um candidato de seu partido na Presidência da República. Marina Silva se transformou de uma hora para a outra de uma candidata não tão forte à vice-presidência para uma candidata à Presidência com fortes chances de ganhar. Desde 2010 Marina vem falando bastante sobre a preservação do meio ambiente e sobre o agronegócio, mas acho que falta ela falar mais sobre as propostas para a educação e a saúde do País, que atualmente são os nossos maiores problemas, e que foram os principais motivos das manifestações de julho do ano passado. Marina terá que aguentar muita pressão vinda de todos os lados e terá que ter boas estratégias ainda mais agora que tem a atenção de todos os brasileiros.
JORDANA PIRES GONÇALVES DE ARAÚJO (estudante) Londrina
Bolsas de estudo
Um esclarecimento ao candidato ao governo do Paraná, Bernardo Pilotto (PSOL), que me foi apresentado na feira-livre: se, hoje em dia, a minha neta estuda numa das melhores escolas de Londrina, isso só é possível porque a Federação das Indústrias do Paraná mantém um projeto de concessão de bolsas de estudo, abrangendo do ensino infantil ao doutorado. Não me parece que essa atitude da Fiep seja "concentradora de riquezas" e que "amplie a desigualdade social", muito pelo contrário. A inscrição é aberta a qualquer pessoa, basta acessar o site da Federação. Acho que está mais do que na hora dos candidatos pararem com os "discursos jargões" e realmente dizerem a que estão se propondo, em benefício do Paraná e de sua população, porque do que eles não gostam todo mundo já sabe.
NINA CARDOSO (psicóloga) Londrina
Correção
Ao contrário do publicado hoje na matéria "Cobertura 4G em ritmo acelerado" (Especial Tecnologia), o leilão da faixa de frequência de 700 MHz para o 4G será no próximo dia 30 de setembro, conforme edital publicado pela Agência Nacional de Telecomunicações.
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