Frase infeliz
Lamentável o que assisti no horário político gratuito de um candidato pregando a violência: "Taca-le o pau!". Fiquei estarrecida. Que frase mais infeliz! Mesmo que essa frase possa ter várias leituras, a maioria das pessoas que consultei citou a apologia à violência. Num mundo em que, de um lado, uma minoria prega o ódio, a agressão e, de outro, a maioria luta pela paz e a fraternidade, realmente é um bordão infeliz, descabido, despropositado em nosso meio e nesse momento. ONGs, grupos religiosos, professores, jornalistas, políticos, governantes, enfim, formadores de opinião, deveriam incentivar a paz, a união, a fraternidade, não a guerra, a violência, o ódio, a separação. Há alguns anos, um deputado insuflou a multidão a bater em Mário Covas, um dos políticos mais íntegros que o Brasil já teve. Era para bater em Covas, nas urnas e na rua. E o povo alucinado, o que fez? Agrediu e feriu com uma pedra o grande Mário Covas. É uma página deprimente da nossa história. Vimos, nesses últimos meses, grupos encapuzados, batendo, ferindo, matando, depredando, com certeza insuflados por pessoas inconsequentes. E, agora, o que vemos no Paraná? Nesses momentos de campanha política em que os ânimos naturalmente se exaltam, é inadmissível que um cidadão coloque até um garoto alimentando o ódio e a violência contra os irmãos paranaenses. Que mau exemplo para nossa sociedade e, principalmente, para nossos jovens, nossos filhos e netos! Realmente, lamentável!
VANDERCI DE ANDRADE AGUILERA (professora aposentada) – Londrina


Eleições: ‘Dá-lhe promessas’
Dentre as preciosidades e falácias da propaganda eleitoral, tem uma afirmando que a tarifa de água dos paranaenses será congelada por quatro anos, como se o Estado fosse o único dono da Sanepar e pudesse desrespeitar a legislação sobre tarifação dos serviços prestados por órgãos da administração pública. A população do Paraná não deve ter esquecido do triste e doloroso precedente do "ou baixa ou acaba", sobre o famigerado pedágio do não menos famigerado anel de integração de Lerner que, usando da boa-fé dos incautos eleitores, ludibriou a todos. Contrastando com a frase infeliz "taca-le o pau", utilizada pelo "guri pilchado" da propaganda, eu diria aos eleitores: acautelem-se contra promessas mirabolantes e enganosas, que nessas ocasiões aparecem no horário eleitoral.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) - Londrina


Substituição tributária
Recentemente, no jantar de posse da nova diretoria da Acil, políticos em campanha esbravejavam que no Paraná é onde se cobra o menor imposto! Ora, acho que eles nem sabem o que legislam, pois aqui no Paraná se cobra a substituição tributária mais perversa e cruel do Brasil - que é um imposto cobrado antecipadamente e por presunção de venda. Esse imposto está inviabilizando os microempresários do setor de eletrodomésticos a competirem com empresas de e-commerce e de redes de São Paulo e Rio de Janeiro, agravando ainda mais o comércio local. Eu mesmo já penso em fechar minha loja e abandonar o setor produtivo e migrar para o especulativo e nas próximas eleições votar certo!
CLAUDIO ROGÉRIO DA SILVA (microempresário) – Londrina


Lá vem as eleições!
Quem reclamava dos maus programas do rádio e televisão, que dizer agora do horário político gratuito? O que dizer do PT contando loas, enquanto amargamos o pior crescimento na América do Sul? Isso mesmo, deste continente que abriga Dilma, Evo Morales e outras aberrações. Como escutar de um governo que literalmente quebrou o Brasil, descaradamente pedir votos para continuar a demolição? Tentando se mostrar um baluarte da administração? Vejo um bando invadindo minha sala e me chamando de "careca". Tão triste quanto ver as pesquisas apontar a vantagem de Dilma, é saber que esse porcentual de apoio nada mais significa que a correta quantidade de ignorantes formada pela escola do PT. E quando tudo podia ser mudado, a fatalidade nos tira uma jovem promessa e nos presenteia com outro arremedo de estadista. Prefiro ser humilhado pela Alemanha!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina


Família e ensino falidos
A facada desferida por uma aluna de 15 anos em uma outra de 14, dentro de uma escola de Londrina, conforme reportagem da FOLHA (21/8), é falta de educação de berço, da ampla inimputabilidade gerada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e do péssimo ensino, no qual as atividades recreativas e extraclasses se sobrepõem, em muito, àquelas destinadas ao preparo intelectual, propriamente dito. Dentre ouvir as autoridades e estudiosos da área educacional falarem sobre conscientização, em capacitação profissional, interação, dentre outros "leros leros" e assistir ao horário político, acredito ser menos pior essa segunda alternativa.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) – Cambé

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