OPINIÃO DO LEITOR
Morte de Eduardo Campos
É lamentável que um político tão jovem e com as perspectivas de Eduardo Campos tenha morrido de maneira tão trágica. Sua morte projeta uma grande incógnita sobre a sucessão de Dilma-Lula, no momento em que a propaganda no rádio e na tevê está na iminência de começar. Seu lugar será ocupado por Marina Silva?
É o mais provável. Marina teve seu apogeu na eleição passada quando fez 20 milhões de votos. Desde, então, encolheu. Ela capitalizará agora o trauma da nação com a morte de Campos? O grande problema de Marina é sua ambiguidade. O eleitor está em busca de um candidato que se oponha frontalmente ao lulopetismo e apresente propostas plausíveis para desencalacrar a economia e expurgar a política (ao menos parcialmente) da corrupção endêmica. Ela jamais confrontou o lulopetismo em sua essência. Assim como jamais se incorporou plenamente ao projeto de governo de Campos. Se não souber ou não puder ocupar o lugar de Campos, este lugar será todo de Aécio Neves que passa a ser o mais combativo e visível opositor do Planalto e do PT. Ele conseguirá atrair para sua causa os eleitores de Campos? Seu perfil o torna mais apto a esta tarefa do que Marina. Eis mais uma questão que somente começará a ser esclarecida depois que esse trauma for absorvido pela nação. JOSÉ PEDRIALI (jornalista) Londrina
Financiamento de campanha
Com relação à matéria "A campanha eleitoral no Brasil é considerada cara. De que forma é possível resolver isso?" (Política, 13/8) com os candidatos ao Senado pelo Paraná, então todos querem financiamento público para a campanha. Será que estes senhores não sabem que "financiamento público" significa usar dinheiro de impostos para bancar campanha? Ou o dinheiro do povo é tão farto que sobra até para isso? Bem, se teve dinheiro para obras da Copa... Parabéns à FOLHA pela iniciativa de entrevistá-los! EMERSON COSTA LEMES (contador) - Londrina
Correção da aposentadoria
Em resposta ao leitor José Roberto Brunassi (Opinião, 11/8) e a outros que escrevem sobre reajuste dos aposentados e pensionistas, vale lembrar que nos oito anos de PSDB na Presidência da República esse reajuste foi muito abaixo da inflação, quer dizer, não houve correção (prejuízo no bolso). Porém, nos últimos 12 anos, para aposentado que ganha um salário houve correção acima da inflação (ocorreu ganho) e para aposentados que ganham acima de um salário, houve pelo menos a correção da inflação (sem prejuízo). Também foi no governo do PSDB que criaram o fator previdenciário, reduzindo em quase 50% do valor da aposentadoria. Lembro ainda que foi no governo do PSDB que não corrigiram os valores dos funcionários públicos (não pagaram a inflação), sendo que no governo PT houve aumento real em todas as categorias públicas. Realmente, como diz o sr. Brunassi, é hora dos aposentados e, principalmente, os funcionários públicos, discutirem qual o melhor candidato para se votar. JOÃO DOS SANTOS SOUZA (aposentado) Londrina
Direitos humanos
Todos os dias acompanho pela mídia reportagens horripilantes com cenas de assaltos, sequestros, pessoas ameaçadas e aterrorizadas, filhos vendo o pai morrer com tiro na cabeça, famílias na mira de revólver de bandidos (a maioria menor de idade), pois a lei brasileira permite isso. São cenas chocantes e os traumas ficam pelo resto da vida. Nunca vi o pessoal dos "direitos humanos" visitar as famílias vítimas dessa estupidez para prestar solidariedade. Eles só vão aos presídios "visitar" os presos delinquentes porque têm "pena" dos "coitadinhos" por causa da superlotação. Estão lá é porque coisa boa não fizeram. Por que não votar a redução da maioridade penal? Por que tanta polêmica no assunto? Será que isso servirá somente de promessas futuras como trunfo eleitoreiro? Quero ver quem teria coragem de aprovar uma lei punindo o candidato que prometer em campanha e não cumprir depois de ganhar a eleição. MARIA REGINA MINTO REYES (encarregada administrativo) Londrina
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