OPINIÃO DO LEITOR
Uma Londrina melhor!
Para que tenhamos uma "Londrina Melhor", faz-se necessário que todos nós colaboremos de alguma forma. Se cada londrinense fizesse a limpeza da frente da sua residência ou empresa, poderíamos ter a nossa cidade limpa em, no máximo, em uma hora. Os moradores, com faixa etária entre 50 e 90 anos, sabem e concordam com essa afirmação, visto que, até a década de 60, todos nós eramos responsáveis pela varrição da frente dos nossos imóveis, independentemente de termos calçadas e ruas pavimentadas. Importante dizer que nessa época pagávamos IPTU, possivelmente, com outra denominação. Atualmente, somos mais cobradores dos nossos direitos, o que concordo plenamente. Entretanto, para que tenhamos uma "Londrina Melhor" temos que estar preocupados e voltados com a solução de inúmeras condições que afetam diretamente o nosso dia a dia: trânsito, segurança, limpeza, educação, limites dos nossos direitos. Infelizmente, essa cultura de cobrança dos direitos e também de contribuição é defendida por poucos.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Animais abandonados
Na seção "Giro pelo Paraná" (Cidades, 31/7) duas matérias chamaram a atenção: Foz do Iguaçu e Jaguariaíva citaram ações do Centro de Controle de Zoonoses e Unidades Médico Veterinárias, ambas de responsabilidade municipal. Londrina está em débito com sua população dentro desse tema. Temos dois hospitais veterinários universitários na cidade, inúmeras entidades ligadas a esse tema e o poder público não consegue coordenar o que já existe ou ajudar os diversos órgãos. Existem vários voluntários hoje atuando nesse segmento e, se o poder público estiver mesmo interessado, muito se poderá fazer com bem pouco investimento. Vamos provocar nossa Câmara de Vereadores e tentar dar vida a um projeto similar às duas cidades citadas em Londrina. Tenho certeza que conseguiremos.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
Censura
O comportamento da presidente Dilma com relação à carta do Banco Santander, enviada a seus clientes vips, revela a relação do "lulodilmopetismo" com as críticas. Típica dos regimes bolivarianos instalados na América Latina - e com firme apoio do PT - a falta de tolerância com relação a críticas molda a características desses governos que, sem exceção, levam seus países à bancarrota. Os governantes bolivarianos - Dilma e Lula inclusos - vivem no mundo da lua. Atribuindo toda e qualquer boa notícia a ações de seu governo, e qualquer tropeço a fatores quase etéreos, muitas vezes ligados à oposição. Voltando à carta do Santander, qualquer pessoa que a lê percebe tratar-se de uma análise (ainda que rasa) puramente técnica, sem viés partidário algum; e o pior, dizia aquilo que todos já sabiam. A presidente esbravejou, exigindo a cabeça dos responsáveis, e uma completa retratação por parte do banco. O banco, que não é louco de contrariar este governo, fez tudo o que lhe foi exigido, sendo, ainda, seguido por outras instituições financeiras, que declararam não mais realizar análises econômicas contendo cunho político. Um desastre. Deixando-se de lado a reprovável conduta censora do governo, seu reflexo no campo econômico pode ser desastroso. Ora, quem há de confiar em qualquer analista que tem medo de perder seu emprego caso publique algo desabonador ao governo petista? Eu não confio mais. Creio que qualquer investidor externo também não o fará.
JOÃO PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) Londrina
Falta de troco na Zona Azul
Reportando à missiva do leitor Antonio G. da Silva (Opinião, 8/8), considero sua opinião abalizada e muito bem colocada. Na minha opinião, "quem rouba um tostão rouba um milhão". Indigno-me ver pessoas de bem concordando com o roubo. Considero inadmissível. A propósito, a Epesmel declarou certa vez não possuir tecnologia para mudar o atual sistema de parquímetro. Ora, o sistema antigo, de bóton, não era de tecnologia avançada? Não era um sistema simples, justo e perfeito, em que o usuário pagava somente pelo tempo estacionado? Então, é só lançar mão dos antigos aparelhos, que devem estar estocados em algum lugar e recolocar. Infelizmente, a ganância vai impedir.
ANTONIO FIORINI MASSARO (contabilista) Londrina





