Genéricos
A reportagem "Desafios marcam 15 anos dos genéricos" (Geral, 7/8) me deixou indignado. Se os genéricos custam 56% menos que os remédios tradicionais, então, vamos às contas. Um remédio que custa R$ 100, seu genérico custa R$ 44 (56% menos). Destes, 37% são impostos, sobram então R$ 27,72. Tirando ainda o lucro do fabricante 30%, sobram R$19,40. Lembram do preço inicial, R$ 100 para um custo de R$ 19,40, ou seja, 515% de lucro. Isso é mais que um roubo em cima de pessoas indefesas que estão sofrendo dor e ainda, muitas vezes, sem recursos financeiros. Para quem faz isso com a população, o inferno ainda é muito pouco.
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo) - Santa Mariana

Troco na Zona Azul
Se o vereador Mario Takahashi está incorreto na sua postura conforme opinou o leitor Ludinei Picelli(3/8) e compartilhou o leitor Paulo M. Acquarole (5/8), então senhores o que é correto? Devemos defender o que é correto. O vereador está desempenhando o seu papel de fiscalização, e é para isso que lá está. A cobrança na Zona Azul é um serviço que é executado por uma empresa que visa lucros e está sujeito às leis e aos bons costumes. Então, façamos assim: deixemos nosso troco no supermercado, padaria, ônibus...
ANTÔNIO GOMES DA SILVA (técnico em eletrônica) - Londrina

‘Sonegômetro’, qual a diferença?
Sobre a matéria "Sonegação de impostos chega a R$ 300 bi no ano" (Economia, 7/8), gostaria de saber em que o País deixará de arrecadar R$ 500 bilhões de impostos até o final do ano? Tenho uma única pergunta aos brasileiros: que diferença isso iria fazer em nossas vidas? Talvez, aos nossos representantes seria uma "ótima diferença", mas para nós não é nada. Há anos a arrecadação de impostos no Brasil aumenta, porém os serviços a nós oferecidos não mudam, aliás, estão cada vez piores.
JEAN CARLO LOPES VIEIRA (farmacêutico) - Jaguapitã

CPI da Petrobras
Já era esperado que a CPI chapa-branca da Petrobras não seria coisa séria, mas o governo federal e os lacaios parlamentares situacionistas foram muito além e a transformaram numa grande fraude. Reportagem da revista Veja mostra a farsa que a quadrilha responsável pelo saque a nossa petrolífera montou para encobrir o roubo e blindar os seus autores. O teatro armado consistiu até em passar antecipadamente aos depoentes investigados todas as perguntas que os parlamentares fariam aos mesmos. Isso é uma armação maquiavélica, um caso de polícia e um verdadeiro atentado à nossa democracia. Aliás, nosso regime democrático vem sofrendo fortes ameaças desde que os petistas se instalaram no Palácio do Planalto. Se os casos do mensalão e agora do rombo da Petrobras fossem apurados com a devida transparência e maior profundidade, os impeachment de Lula e Dilma eram certos e justos. A cassação de Collor é uma prova que os parâmetros democráticos eram outros e que, para depurar uma corrupta classe política e atingir a plenitude democrática, são necessárias medidas legais extremas e rigorosas.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Lei da Ficha Limpa
Com relação à matéria "Corte do TRE confirma candidatura de Cheida (Política, 5/8)", senhores do Tribunal Regional Eleitoral, façam-me o favor, tenham bom senso e respeito para com a sociedade do bem ou enterrem de vez a Lei da Ficha Limpa, extinguido-a dos anais da Justiça brasileira. Caso a interpretação da Lei da Ficha Limpa resuma-se ao assunto em pauta, podemos contabilizar mais uma "rasteira" e "traição" contra o povo brasileiro.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup