OPINIÃO DO LEITOR
Clã na política
Em uma roda de amigos nesse final de semana, um empresário londrinense bem-sucedido, com empresa constituída e familiares em Londrina, fez o seguinte questionamento: se trabalhamos duro, pagamos impostos altos, tudo em prol da família e do futuro de nossos filhos, pois tudo que fazemos é para um futuro promissor e de sucesso dos filhos, o que leva um pai de família a induzir e até a forçar os filhos a serem políticos? Analise e reflita: se o pai é deputado federal, o filho é candidato a deputado estadual; se é prefeito, o filho é candidato a vereador; se é senador, o filho é candidato a governador ou deputado federal, e assim por diante. Conclusão: a coisa não deve ser tão "ruim" assim, não acham? Acorda, Brasil! Vamos refletir bem, dia 5 de outubro está aí. Há famílias com duas, três e até a quarta geração no poder.
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) Londrina
Poder: único interesse
Sempre que se aproxima a época de eleição, é comum ouvirmos falar em voto consciente, escolher um bom candidato, etc. Mas no regime político de nosso País, para concorrer a qualquer cargo eletivo é preciso estar filiado a um partido político. Assim, quando um cidadão é eleito ele tem que atuar de acordo com os interesses do partido. Ou seja, mesmo que o candidato tiver um projeto de interesse social, se não for interesse do partido esse projeto não será executado. Nós temos atualmente mais de quarenta partidos, isso quer dizer que temos mais de quarenta grupos com suas ideias e políticas diferentes. No entanto, quando chega na época das eleições começam os acertos e negociatas de acordo com os interesses de cada partido, o acaba reduzindo, na verdade, a quatro ou cinco grupos políticos. Com isso, acho que nenhum partido tem uma ideologia e nem projeto social. O único interesse é assumir o poder. Assim, fica impossível escolher um candidato.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) Londrina
Leis desatualizadas
Lendo o que o sr. Heitor G. Bonilha escreveu (Opinião, 31/7), pude entender o descaso com que os cidadãos de Londrina estão sendo tratados. Leis desatualizadas e dúbias estão induzindo funcionários públicos, engenheiros e empresários a erro. É inconcebível que a cidade - a 4° do Sul do País - ainda tenha sistemas precários e falhos. Fiquei sabendo também que em 2012, ano que aconteceu a obra do City Shopping, nossa cidade ficou por 10 meses sem o Conselho Municipal da Cidade, que é quem aprova o EIV, e que sem essa aprovação não se obtém o alvará de construção. Será que durante quase um ano não se construiu e nem se aprovou nada em Londrina? Precisamos agora colocar um ponto final nisso tudo e encontrar soluções para que cidadãos que acreditam investem e trabalham por Londrina não sejam tratados como vilões.
MARCIO ROGERIO OLIVA (administrador de empresas) - Londrina
Zona Azul
Concordo com o leitor Ludinei Picelli (3/8) a respeito da obsessão do vereador Mario Takahashi sobre o troco da Zona Azul, sou totalmente solidário a sua visão desse assunto. Recentemente, o legislador polarizou com a CMTU exigindo milhares de cópias de processos licitatórios e até o momento nada trouxe de resultado à sociedade londrinense. Quando o controle da Zona Azul era feito em papel o resultado era melhor para os usuários, para a Epesmel e para os jovens orientadores já que a dissipação dos recursos arrecadados eram bem menores. Devolver os centavos restantes não parece estar preocupando grande número de cidadãos de Londrina como afirmou o sr. Ludinei, é só obsessão no novo legislador municipal.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
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