OPINIÃO DO LEITOR
Campanha contra as drogas
Assisti nos noticiários informes de campanhas que visam alertar a população, especialmente os jovens, sobre os enormes malefícios que o consumo de drogas causa. Observei com satisfação que a Polícia Militar distribuía panfletos detalhando como cada droga agia perversamente no organismo humano. O que chamou mais minha atenção foi o fato de incluírem nos panfletos a bebida alcoólica como droga viciante como ela verdadeiramente é. No Brasil o vício das bebidas alcoólicas já pode ser considerado epidêmico. As últimas pesquisas feitas entre os jovens (especialmente os universitários) demonstram, preocupantemente, que o consumo dessa droga lícita já atinge uma maioria expressiva. Está mais do que na hora de tomarem uma atitude séria sobre essa questão. As autoridades, as igrejas, os clubes de serviço e, particularmente, a imprensa podem e devem levar o assunto a sério e acabar com essa ladainha do "beba com moderação" ou "se for dirigir não beba". Isso é mentira e quer dizer: com moderação você pode beber e se viciar ou se não dirigir beba à vontade! É preciso fazer o mesmo que se fez com o cigarro: severidade legal e fiscalizada. Ou alguém acredita que não se vende livremente bebidas alcoólicas a menores de 18 anos.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina
Apagão nacional
Brasileiro não tem memória e nem tem juízo. Vejamos: as pesquisas em Brasília apontam em 1° lugar o candidato que foi flagrado recebendo propina em vários veículos de divulgação; hoje na presidência do Senado, um certo senhor que foi alvo de várias investigações por irregularidades de venda de gado; no Rio de Janeiro um certo "garotinho" já vem na ponta das pesquisas; um desembargador que, mesmo recebendo a denúncia de tentativa de terrorismo na final da Copa do Mundo, não entende como eles possam oferecer perigo à sociedade, e assim, colocou todos em liberdade; e, em nome da renovação, o Grêmio Portoalegrense dá boas-vindas ao técnico Felipão. Isso sim é um apagão.
GERALDO ROMANIO (arquiteto) Londrina
Questão de prioridade
Estamos atravessando uma época de muita insegurança nas cidades. A criminalidade aumentou consideravelmente, as leis continuam brandas, a Justiça lenta e tardia. O governo tem a responsabilidade de, através da Polícia Militar, suprir a segurança que o povo requer e tem direito. Pelo número insuficiente de PMs nas ruas, os municípios passaram a criar as guardas municipais como instrumento para complementar o combate à criminalidade. No caso de Londrina, a guarda é responsável pela proteção das instalações, dos bens e serviços municipais. Ora, quem precisa de proteção hoje é o povo. O que é mais importante: as instalações, os bens e serviços municipais ou o povo? Todos sabem a resposta. Assim, por que não se altera a finalidade da Guarda Municipal fazendo com que passe doravante a cuidar da segurança do povo (segurança nas ruas, no trânsito, nas escolas, enfim, em todos os lugares que necessitam de uma polícia mais presente e atuante)? Não questiono a existência da Guarda Municipal (em que pese o serviço desenvolvido por essa instituição ser completamente desconhecido pela população, pois não aparece), no entanto, já que ela existe e possui mais de 300 policiais em sua folha de pagamento, por que não treiná-la, armá-la e colocá-la nas ruas para a proteção da população? É uma questão de coerência, de prioridade e de urgência.
MILTON DE CASTRO (corretor de seguros)- Londrina
Zona Azul
Escandaloso inchaço nos valores dos salários de servidores através da farra dos diplomas, improdutivo regime de trabalho de 30 horas semanais, votação do plano diretor paralisada e outros problemas que emperram o desenvolvimento da cidade, e que poderiam ter fórum de discussão mais ampliado na Câmara Municipal, não recebem tanta atenção do vereador Mário Takahashi quanto ao seu famigerado projeto de lei para devolução de míseros centavos a usuários da Zona Azul. Ele insiste em mudar o processo de cobrança da tarifa, de tal forma que pode inviabilizar a operacionalização do sistema, uma das boas coisas que funciona em Londrina, além de sustentar um excelente programa filantrópico. O mais interessante é que não se observa queixas nesse sentido (devolução dos centavos) nos canais da imprensa utilizados pela população para reclamações em geral. Portanto, isso não constitui problema que justifique essa obsessão do vereador em impor um custo de R$ 500 mil para alterar o modo de cobrança.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Aécio e o aeropróprio
Se o presidenciável Aécio Neves não tivesse familiares com uma fazenda na cidade de Cláudio (MG), ele não iria construir nem uma pinguela para os moradores atravessar um córrego, quanto mais um aeroporto.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé





