Goleada social

Antes da vergonhosa derrota de 7 a 1 para os alemães, era comum ouvir dos torcedores mais animados que a seleção brasileira apresentava um bom futebol, que nosso técnico era um campeão do mundo e acreditavam piamente que os valores individuais resolveriam qualquer partida. Aos trancos e barrancos e com muitas lágrimas, chegamos às semifinais, mas bastou uma partida contra um time realmente organizado para que a máscara caísse de forma vergonhosa. Graças ao jeitinho brasileiro, que está sempre atrelado à incompetência, ao improviso e a muito oba-oba, a nação recebeu um tremendo choque de realidade e, de brinde, uma aula de futebol. A vida política e social do povo é regida pelas mesmas crenças do futebol. Só damos conta da real situação quando somos confrontados. Dependa da Justiça e você descobrirá que ela é tão lenta e omissa quanto nossa zaga. Vá até um posto de saúde ou hospital e veja o comprometimento dos profissionais, é semelhante ao meio de campo da seleção: não cria oportunidades e trabalha pouco. O ataque pode ser comparado aos nossos políticos, que existem, mas são inoperantes. A presidente Dilma é como Felipão: garante que o campeonato já é nosso, mas o placar só marca gols da inflação e da corrupção. Esse resultado é mais desastroso do que qualquer goleada.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) – Londrina

Só para inglês ver?

Os supermercados de Londrina reservaram vagas para idosos e deficientes físicos em seus estacionamentos. Só que não existe fiscalização alguma, seja por parte do estabelecimento ou de algum órgão policial. É comum observarmos pessoas mais novas e com saúde ocupando, sem nenhuma preocupação ou constrangimento, essas vagas reservadas às pessoas que têm prioridade. De que vale a criação das vagas se não existe fiscalização para coibir e multar os "folgados" e "espertinhos" infratores? Ou será que a existência dessas vagas é só para inglês ver?
MILTON DE CASTRO(corretor de seguros) – Londrina

Em quem não vou votar

Após tomar conhecimento das denúncias oferecidas pelo MP e a relação daqueles envolvidos com os famigerados pedágios - que eu costumo denominar de "robágios" -, não votarei em candidato que diz uma coisa e faz outra. Se os eleitores londrinenses, e porque não dizer paranaenses, tiverem coragem nenhum desses que costumam usar motes como "ou baixa ou acaba", "vamos combater a corrupção" e "não façam nada que estou negociando com as empresas a redução do preço", para depois serem desmascarados, não merecem nosso voto. É tanta cara de pau que não tem injeção de cupim que dê jeito.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) - Londrina

E do Hamas, ninguém fala?

Fotos propagando a destruição causada pelos últimos conflitos na faixa de Gaza têm inundado as redes sociais nos últimos dias. Os olhos da mídia internacional estão voltados para o morticínio de civis que está em curso naquela região. Comparações fortes com o holocausto nazista são feitas em charges de mau gosto. No entanto, me parece que o foco da questão não recebe atenção suficiente. Não se trata de uma luta de Davi contra Golias, do bem (Palestinos) contra o mal (Israel). Parece que ambos são vítimas - lembrando que há baixas em ambos os lados, sendo as de Israel em número diminuto, em razão de sua competência defensiva. Todos são vítimas das táticas rasteiras, cruéis e desleais do grupo terrorista Hamas, que comanda Gaza. Táticas como armazenar e instalar armamentos e lançadores de mísseis em locais sensíveis aos olhos da imprensa, tais como escolas e hospitais. Vários hospitais palestinos foram danificados, não pelos bombardeios israelenses, mas por baterias de mísseis mal instaladas. Táticas como impedir fisicamente que civis deixem locais de bombardeio anunciado por Israel. Apesar de Israel espalhar milhares de panfletos, efetuar ligações e enviar SMS aos residentes dos locais onde se planejam realizar os bombardeios, os membros do Hamas impedem que seus cidadãos deixem os locais de risco, acusando ainda quem o faz de sionista. Táticas, por fim, como desrespeitar o luto das famílias que perderam entes queridos, desfilando cadáveres em frente às câmeras da mídia internacional. Entendo que enquanto esse grupo terrorista estiver no poder em Gaza, conversas de paz restarão impossíveis e todo e qualquer ato de resposta militar de Israel será plenamente justificável.
JOÃO PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina

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