OPINIÃO DO LEITOR
Caso São Marcos
A morte do empresário José Luiz de Souza, do Depósito São Marcos, foi uma covardia igual a tantas outras. O juiz foi muito brando com os réus na sua decisão. E é por ter sido brando demais que a sociedade luta para baixar a idade penal para 16 anos. Por esse ato de bondade, o juiz deve saber que o menor assassino foi usado pelos maiores, até prevendo o acidente de ter que matar para poder roubar. E se todos os juízes não levarem esse fato em consideração, aí então a sociedade estará totalmente desamparada. Para que existe Justiça, se não faz essa interpretação? Em cada decisão como essa, mais fácil e oportuna ficará o uso de menores em assaltos. O juiz perdeu uma grande oportunidade de condenar os maiores que usam desse subterfúgio e até para defender os menores que são usados pelas quadrilhas. Também não levou em conta a barbárie que comoveu toda a sociedade, a tragédia que a família vivenciou no momento do roubo e na fragilidade que vive até hoje, sabendo que os responsáveis pelo crime não foram condenados e estão soltos para cometer outros crimes.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) Londrina
Parquímetros da Zona Azul
Gostaria de parabenizar o vereador Mario Takahashi pelo "brilhante" projeto de lei que obriga a devolução de troco nos parquímetros da Zona Azul. Segundo consta, os novos aparelhos custarão cerca de R$ 500 mil e de R$ 15 mil a R$ 30 mil mensais de manutenção. É óbvio que os custos serão repassados aos usuários. Em Santa Catarina, o custo ao usuário dobrou. Agora, esses míseros trocos, assim como o dinheiro arrecadado com a Zona Azul, mantêm a Epesmel, escola que profissionaliza e socializa menores de Londrina. Com o novo formato, os equipamentos serão abastecidos de dinheiro para troco. Se nos caixas eletrônicos dos bancos, com toda a segurança oferecida, a bandidagem deita e rola, imaginem o que acontecerá nos parquímetros? Senhores, façam algo em benefício da cidade, de instituições e da população ao em vez de prejudicarem uma entidade como a Epesmel.
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) Londrina
Iluminação pública
A Lei 8.666 de 1993 regula a contratação dos órgãos públicos com empresas do setor privado. Ela diz que tem que ter licitação, concorrência. Em Londrina, querem criar uma empresa para cuidar da iluminação pública, como se fosse fácil assim criar uma empresa e pegar todos os serviços públicos pagando salários de R$ 25 mil para seus diretores e distribuir lucros. Empresa pública não pode ter lucro. Aqui já criaram empresa até para entregar medicamento nos postos de saúde. Enquanto isso, na coleta de lixo sempre teve problema, na limpeza urbana nem se fala (olha o centro!), as escolas da zona norte têm fazer rifa para trocar os quadros negros.
OSMAR CARVALHO (contador) Londrina
Copa dos Reajustes
Depois da "Copa das Copas" chegou a hora da "Copa dos Reajustes". Já começou com o aumento da energia elétrica (Copel), e não pensem que será só no Paraná. Virão com o papinho de que não é "culpa" do governo federal (Aneel), é "culpa" do governo estadual. Só mico de circo não sabe que a Aneel (governo federal) é que tem que aprovar esses reajustes. Depois vem alta de combustíveis, água, comunicação, medicamentos, vestuário, etc. Para "angariar" votos, o governo até pode "segurar" um pouco, mas depois das eleições podem ter absoluta certeza: vem chumbo grosso! A ordem agora é ficar de olhos e ouvidos abertos, lembrando que faz 10 anos que estamos cheios de "promessas". Nesse momento, o povo será o "muro de contenção" dessas "camuflagens", dessa escória política que estamos vendo ao longo dos anos e temos sim o poder de mudar a história. Será no dia das eleições e com apenas um dedo! Nesse caso, sai de cena a "Brazuca" e entra a "Brazurna" !
MARIA REGINA MINTO REYES (encarregada administrativo) - Londrina
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