OPINIÃO DO LEITOR
Faixa de pedestre: a saga
Quem caminha entre o Lago Igapó 2 e o aterro, atravessando a Avenida Maringá entre as duas rotatórias, sabe a falta que faz ali uma faixa de pedestre. É necessário esperar a boa vontade dos motoristas para atravessar com segurança. Faz um ano que comecei a cobrar o Ippul e a CMTU, que justificam a demora dizendo que um colégio particular patrocinará a obra, fazendo ali uma faixa elevada "sabe-se-Deus-quando". Dia 4 de setembro de 2013, sem uma solução efetiva, decidi contar com a interferência do Ministério Público, cuja uma das funções é zelar pelos serviços de relevância pública. Após quase 11 meses, nada aconteceu. O Ippul e a CMTU não se posicionaram e até mesmo com o intermédio do MP o cidadão não recebeu a faixa de pedestre. Como cidadã, sinto-me sem direitos, sem ter a quem recorrer e à mercê das escusas ligações entre a prefeitura e a iniciativa privada, no qual a população é sempre prejudicada.
CAMILA DOUBEK (professora) Londrina
Multas
Há duas semanas, num domingo de manhã, policiais militares anotaram as placas de todos os veículos estacionados ao redor do Mercado Municipal Shangri-lá, em locais onde há placas de proibido estacionar, simplesmente cumprindo o seu dever. Inaugurado em 1965, o mercado pertence ao município e tornou-se ponto comercial e turístico e aos domingos é ponto de encontro de cidadãos de todas as classes sociais para um bate-papo, petiscar, discutir política e negócios. O local não possui estacionamento regular suficiente para a demanda. Gostaria de lembrar ao governo municipal e vereadores que seus empregos estão garantidos somente até a próxima eleição e aqueles cidadãos, que dentro de alguns dias receberão as multas, são os mesmos que pagam os impostos e consequentemente seus salários, portanto, seus patrões. Como bons funcionários que pretendem manter seus empregos, façam o dever de casa: viabilizem estacionamentos naquele local para atender à demanda. Foi para isso que os "contratamos", ou seja, para encontrar soluções para nossos problemas.
LUIZ BRAVO (empresário) - Londrina
Literatura de luto
As perdas de Rubem Alves e João Ubaldo Ribeiro atingem a literatura e o pensamento nacional. Ubaldo emprestou seu enorme talento a ajudar construir nossa brasilidade, nossa forma única de ver o mundo. Nossa contribuição cultural nesses tempos de esgotamento do velho mundo (Europa) e das fórmulas saturadas da cultura de massa norte-americana. Ubaldo tinha muito ainda a contribuir com sua inventividade e declarado amor às coisas do Brasil. Morreu jovem, consagrado e incrivelmente acessível às novas gerações. Alves foi buscar na educação o mote para sua contribuição a este Brasil que precisa tanto de idealistas, educadores e homens ousados. Escreveu, palestrou, educou, contribuiu e continuará contribuindo como inspiração, exemplo e absoluta devoção ao Brasil das crianças e dos jovens que podem pelo conhecimento transformar a pátria e conduzir seu povo ao ideário de nação.
ALDO MORAES (músico) Londrina
Melodrama na Copa
Aquela tarde do dia 12 de julho foi cruel. Os torcedores brasileiros choraram por compadecimento pela derrota para Holanda (3 a 0). E os jogadores da seleção, cabisbaixos, prestaram o derradeiro agradecimento aos torcedores no Estádio Nacional de Brasília. Felipão sentiu pela primeira vez que o futebol não tem a ligação eclesiástica e que Deus não se apega nisso. Com seus olhos murchos, viu esvair-se o heroísmo de 2002 quando se tornou campeão do Mundial.
OSAMU ARAZAWA (contador) Londrina
Correção
Ao contrário do informado na matéria "No PR, apenas 9 deputados estão fora da disputa" (Política, 19/7), o deputado estadual Hermas Brandão Junior (PSB) não é candidato nas eleições de outubro.
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