OPINIÃO DO LEITOR
SUS: orgulho do Brasil?
Circula nas redes sociais um vídeo de uma reunião do Partido dos Trabalhadores que focaliza o pronunciamento do ex-presidente Luiz Inácio sobre o Sistema Único de Saúde. Em certo trecho, ele afirma que vai sugerir ao presidente Obama a criação do SUS americano e, com a ênfase que lhe é peculiar, afirma que o SUS é o maior orgulho da nação brasileira. A considerar tão peremptória afirmação supõe-se que o ilustre político seja usuário do "plano de saúde" que é, segundo ele, referência para o mundo, o que de fato não acontece, pois até seus exames de fezes são realizados no Sírio Libanês, numa flagrante contradição entre o que diz e o que faz, levando o povo a considerá-lo, como a maioria dos políticos, sem a honradez necessária a todos os brasileiros.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) - Londrina
Semáforos em rotatórias
O trânsito de Londrina, como todos sabem, a cada dia está ficando mais lento devido ao elevado número de veículos nas ruas. Há determinados pontos da cidade em que é impossível o trânsito fluir devido ao congestionamento. Sugiro às autoridades de trânsito que instalem sinaleiros em todas as rotatórias de Londrina (Ayrton Senna, Madre Leonia, Avenida Maringá) como foi feito na Avenida Rio Branco com a Leste-Oeste. Tenho certeza que essa medida ajudaria a melhorar esse trânsito tão caótico.
CLAUDIA ARAUJO (administradora) Londrina
Pronúncia correta
Em Londrina os nomes de ruas de mesmo bairro têm nomes de rios, de serras, de cidades, Estados, flores, etc. O que chama a atenção é, nos meios de comunicação falada, em noticiários ou propagandas não se aterem os responsáveis pela pronúncia correta de algumas ruas. É o caso da Tanganica (que teimosamente ouvimos como se fosse proparoxítona, rimando com mecânica, satânica). O correto é Tanganica, palavra paroxítona, em que ni é a sílaba tônica, rimando com nanica, Martinica. Nem é preciso ouvir a música Tangananica Tangananá. Dada a importância dessa rua, é conveniente a correção ao mencioná-la.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) Londrina
Coragem
Corajoso é o homem que se mantém casado e fiel à mesma mulher a vida toda, que não foge às dificuldades da vida cotidiana nem abandona o navio no meio da jornada. Coragem é não ter medo aos filhos. É tê-los sabendo que, sim, podem nos cansar, mas que muito mais vão nos alegrar. Coragem é não ter medo de ter mais filhos, ainda que muitos, por covardia e comodismo não tenham mais do que dois. Corajosa é a mulher que renuncia ao trabalho fora do lar, quando percebe que sua família carece do calor e do aconchego que só a mãe pode dar. Coragem é falar a verdade, mostrar no que se crê e viver em conformidade com isso. Coragem é apontar o erro sim, ainda que muitos covardes tentem "deixar disso", dizendo que tudo é relativo. Coragem é dar a vida por amor, sabendo que não é um sentimento qualquer, mas algo mais profundo, que se constrói com vontade, determinação e sacrifício. Coragem é, muitas vezes, não comprar o carro do ano, nem querer parecer o que não se é. Coragem é levantar cedo, cumprir o dever, não temer o porvir. Coragem pode ser muita coisa. E ainda assim...quantos covardes!
ISABELA DE ARRUDA CAMPOS BACCARIN (advogada) Londrina
Aposentadoria igual para todos
Somos iguais. Pela ordem de prioridades, temos necessidades de alimentação e os cuidados com a saúde para podermos nos manter vivos. Depois vêm o resto. A Constituição também diz que somos iguais, até o nosso voto do pobre e do rico - têm o mesmo peso. Então, o que está errado, que faz os critérios para aposentadoria serem tão diferentes? Pior ainda, quando os mais pobres são literalmente "roubados" pelo fator previdenciário (depois de terem cumprido os requisitos legais para a medíocre aposentadoria, têm seus ganhos reduzidos). Por que as diferenças de aposentadoria entre mandatários políticos, funcionários públicos e os da iniciativa privada? Não são esses últimos, notadamente, os que exercem as profissões mais desgastantes, que menos ganham, e que não puderam acumular poupanças, que mais necessitam de medicamentos e cuidados? Poderia até se argumentar que uns contribuem para o sistema mais que os outros. Mas que culpa tem quem não pode? Se aqueles contribuem mais, é porque ganham mais. Infelizmente, parece que o aposentado também perde, além dos recursos financeiros, suas energias para lutar pelos seus direitos.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
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