‘Copa do Povo Brasileiro’
Aparentemente, a goleada da Alemanha de 7 a 1 sobre o Brasil entristeceu, momentaneamente, o povo brasileiro. O futebol é importante para o brasileiro? Sim, sem dúvida. Porém, temos muitas coisas mais importantes que o futebol, como a ciência, a filosofia e as artes. Quem sabe, em um ano político e eleitoral, o hexacampeonato mundial não seria mais maléfico que benéfico. Agora, a promoção política está mais difícil. Os corruptos, menos protegidos e camuflados pelos estádios afora. Quem sabe, o próprio povo refletirá melhor sobre outros valores e cobrará, já nas urnas, de nossos governantes: mais educação e cultura, mais saúde, mais segurança pública, mais habitação e mais empregos com dignidade. Assim, poderemos ganhar não a Copa da Fifa, mas a "Copa do Povo Brasileiro". Então, as crianças que agora choraram poderão sorrir no futuro.
AURELINO M. DA COSTA FILHO (engenheiro químico) – Londrina

Outras derrotas
Muito apropriado o artigo "Nossa derrota fora do gramado é mais vergonhosa" (Espaço Aberto, 10/7), do jurista Luiz Flávio Gomes, mas acredito que a cegueira política no Brasil seja maior. Enquanto 99% das pessoas estão envergonhadas com a derrota brasileira na Copa, o percentual de brasileiros que se sentem envergonhados com alguns políticos não chega a esse número. Enquanto um dos fundadores de um partido sai dele por sentir-se envergonhado após escândalos (noticiados em jornais), muitos brasileiros não entenderam o que se passou.
MAURICIO KALAU GONZALES (administrador de empresas) - Londrina

Futebol nonsense
Para a peça: treinador calado, sentado no banco, adversários passeando no jogo, jogadores do país sem garra e sem espírito de competição, futebol sem tática de jogo. Para finalizar, sete gols do adversário e um de honra. Triste ato de uma peça melancólica com maus atores em teatro lotado. E C’est fini.
DAILTON MARTINS (comerciante) – Londrina

Ressaca
A reformulação da seleção alemã, que culminou no desastroso resultado do Mineirão, começou em 2002 após a derrota para o Brasil na final da Copa do Japão. Há evidentemente uma diferença entre a nossa derrota e a deles. Entre 2 a 0 e 7 a 1 há um mundo de futebol. Claramente, nossa reformulação deve ser maior e mais profunda. Talvez, essa derrota não seja de todo ruim; espero. Ela pode marcar o momento de início de uma transição no futebol e na política. Não estou entre os que acreditavam que uma vitória do Brasil resultaria na permanência de Dilma na Presidência. Acredito que o povo brasileiro seja mais inteligente do se pinta por aí. E ainda que a tristeza seja má companheira em tempos de decisões. Espero que, ao menos, essa ressaca sirva para nos despertar. Pois se estamos 12 anos atrás dos alemães no futebol, na política, não estamos sequer na mesma competição.
JOÃO PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina

Blablablá de Felipão
O técnico Felipão e a sua incompetente comissão técnica tenta ainda explicar a inexplicável derrota vergonhosa para a Alemanha. Ele não admite que pisou na bola, cometeu um grave erro na escalação, contrariando tudo e a todos. Além de burro é teimoso. A burrice foi tão grande que nem o treinador da Alemanha e o resto do mundo acreditava no placar. Não tem competência para comandar uma seleção nos níveis atuais, suas estratégias são ultrapassadas, demora em realizar mudanças importantes, principalmente nos momentos mais cruciais. É lento demais e decadente. O fracasso custou pesadelos e tristezas em milhões de brasileiros, além dos prejuízos financeiros. O único saldo positivo dessa derrota foi o fato de frustrar mais ainda as intenções do PT e da presidente Dilma nos seus objetivos eleitoreiros.
WANDERLEY RODRIGUES DO LAGO (representante comercial) – Londrina

Muda Brasil
Se após a Copa de 1950 trocaram as camisas da seleção brasileira pela derrota para o Uruguai, agora vão ter de trocar camisas, calções, meiões caneleiras...
MARCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis

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