Vergonhoso, vergonhoso!
Não me refiro à "lavada" que tomamos da Alemanha. Refiro-me à absoluta ausência de moralidade na regulamentação do auxílio moradia para procuradores e promotores públicos, a exemplo da magistratura, que puxou o cordão das benesses altamente reprováveis diante da realidade do trabalhador brasileiro. Notem: "mesmo que não paguem aluguel, os procuradores e promotores precisam morar...", diz o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacola. Diante de tal descaramento e cinismo, são dignos de dó e pena os milhões de trabalhadores que sonham onde conseguir morar. Quando "altas categorias", regiamente pagas e desfrutando de regimes diferenciados de trabalho e aposentadoria, têm o desplante e a falta de vergonha de proporem e regulamentarem tamanhas aberrações, não nos resta mais nada a não ser a descrença total no amanhã! Essa falta de pudor torna-se insuportável quando acrescida do não menos imoral e abjeto auxílio alimentação, anteriormente concedido a esses senhores que, por seus cargos, espera-se que sejam justos e corretos como a lei que representam e defendem. Àqueles que escancaradamente propõem, aos que cinicamente regulamentam e aos que silenciosa e candidamente se beneficiam dessas medidas desrespeitosas e imorais, o meu mais despudorado protesto.
NEUSA MARIA PASCHOAL LOPES (psicóloga) – Londrina

Brasileiro não está preparado para luta
Quando vejo um time que representa uma nação se deixar abater por causa de um jogador, penso: uma guerra se ganha com tática, perdas e substituições, e não com um único soldado. Até mesmo um general tem substituto. A guerra não para por causa de um homem abatido, e nós paramos, ficamos inertes diante da televisão sem acreditar no que estava acontecendo. Quando vamos acordar? Será que agora vamos começar nosso ano? As eleições estão aí, vamos vestir nossa camisa verde e amarela, balançar nossa bandeira, cantar nosso hino com emoção. O Brasil não merece nosso descaso, pois sou brasileira com muito orgulho com muito amor. Nosso país e mais que futebol.
CONCEIÇÃO APARECIDA ABADE (empresária)- Londrina

Lições da derrota
Não entendo nada de futebol e muito pouco de política. Sou torcedora assídua, que sofre, xinga, comemora, fica brava mas por dentro continua apreciando a história do futebol que já foi cinco vezes melhor do mundo. Não dá para ganhar sempre, infelizmente. Certamente, não há o que discutir as falhas táticas do jogo de terça-feira. A humilhação veio carregada de frustração. O futebol campeão não deu conta do recado desta vez. Quem nunca teve um fracasso na vida que atire a primeira pedra. Durante a competição muito se falou que a presidente Dilma comprou a Copa, desculpe minha ignorância e até ingenuidade, mas temos países muito mais ricos que o Brasil para comprar uma competição desta magnitude. Certamente, o Brasil por mais que viva afundado em corrupção não teria calibre para tanto. Quanto ao investimento em saneamento, educação, saúde, etc., o dinheiro gasto com a Copa jamais seria usado para estes fins. Nossa política é doente e a falta de caráter em distribuir as verbas é uma metástase governamental. Precisamos mudar o governo e nossa maneira de cobrar que ele faça o que está sendo pago para fazer, do contrário, viveremos eternamente culpando a Copa, as Olimpíadas, as eleições, o dia, o sol, a sombra, o vento....
RAFAELA BONEZZI JUNQUEIRA SCICCHITANO (secretária executiva) – Londrina

Milagre brasileiro
Quantas nações conseguiram se erguer das cinzas e fizeram milagres? Tristeza, vexame, decepção, derrota são expressões de pós-guerra. No futebol houve muito choro por causa de apenas uma derrota. Mas o "Brasil Futebol", mesmo se perder no sábado e ficar em 4º lugar, está entre as melhores seleções do mundo. Lugar que o Brasil não ocupa na educação e na saúde. Por que cantamos com tanta garra o Hino Nacional somente durante uma Copa de futebol? Não realizamos que o Brasil é campeão em tantas coisas! Poderíamos alcançar uma grande vitória se a "tristeza, o vexame, a decepção, a derrota" no futebol nos fizesse acordar, levantar do "berço esplêndido" e defender um Brasil maior.
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) – Rolândia

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup