Contusão de Neymar
Minha filha, de 10 anos, perguntou se uma mordida é mais grave que fraturar a vértebra de outro atleta. O que tenho a dizer é que o calor da disputa faz pessoas agirem como animais. O fato de eu entender o que leva a pessoa a cometer este ou aquele ato não significa que deva ser perdoada. Acredito que Neymar e as pessoas envolvidas devam perdoar e esquecer o ocorrido até porque mágoa só faz mal. Agora, a Fifa, como entidade representativa do futebol, deve aplicar pena exemplar para coibir essas atitudes. O colombiano também foi desleal com Hulk, o que prova sua maldade. Além do calor da disputa e perdão, achar normal ou fazer de conta que nada aconteceu é ser conivente com coisa errada. Combater o racismo é bonito, mas o que está na alçada da Fifa é a violência de atletas. Fico triste pelo Neymar, mas acredito na seleção e creio que muitos (o time) fazer por um (Neymar) é muito melhor que um fazer por muitos e serve melhor de exemplo aos brasileiros.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Avante povo brasileiro!
Grande angústia me assola quando ouço colegas dizerem (até com certo orgulho) que não se envolvem com política. Alguns chegam a se afastar com receio de que você toque no assunto. Sou da área da educação e isto torna minha angústia maior. Como vamos orientar ou até mesmo desbravar com os jovens este território transformado em algo que nos causa até um certo asco, se não nos envolvermos e aprofundarmos, por pouco que seja, com a política de nosso de nosso País ou mesmo de nossa escola? Cabe muito ao educador desmistificar e despertar interesse em seus alunos para que eles envolvam-se com a política. O que não pode acontecer é disseminar no jovem ou adolescente o desprezo por ela, isto seria desesperador. Se lavarmos nossas mãos e abandonarmos o barco, não teremos direito de reclamar. Pessoas de bom caráter que não concordam com o que está sendo feito em nosso País, que criticam e esperam mudanças, precisam se disponibilizar e se envolver plenamente com a política, concorrer às eleições, ser a opção, tornar-se candidatos e candidatas. Caso contrário, continuaremos com os mesmos nomes de 20, 30, 40 anos atrás. Se não existirem novatos, a mudança esperada fica mais difícil.
NILVA MEDEIROS KATAOKA (cientista social) – Londrina

Orgia eleitoral
Na reta final para a definição dos candidatos para o próximo pleito assistimos a uma verdadeira orgia eleitoral. Alianças espúrias, desavergonhadas e despudoradas alimentaram o grande balcão de negócios que loteia o poder e atende a interesses pessoais. O jogo é sujo e chega ser até asqueroso pelo cinismo e o descaramento com que os políticos tratam do assunto. Negociatas e apoios foram acertados diretamente das celas da Papuda. Um dirigente partidário, de dentro da prisão, comandou a substituição de um ministro em troca de apoio à reeleição da presidente. Partidos políticos agem como prostitutas: quem paga leva. E a rainha do bordel é aquela sigla "velha de guerra", que nunca lança candidato à Presidência da República, prefere o fisiologismo, mantendo um pé em cada canoa (situação e oposição) para garantir, continuadamente, a manutenção da mamata oficial. E o princípio ideológico, que deveria nortear as coligações partidárias, é aviltado para dar lugar à mercadoria mais desejada e cobiçada entre os detentores do poder: ministérios e empresas públicas com volumosos orçamentos financeiros, cargos comissionados com alta remuneração e outros dispositivos que facilitam a prática da corrupção. Não existem limites para os malfeitos da nossa desacreditada classe política. Ela está infestada de pessoas desqualificadas, que não fazem nenhuma questão de esconder as suas trapaças. Numa democracia forte e madura os acordos para coligações partidárias são regidos por princípios éticos intocáveis, muito diferente dessa patifaria protagonizada pelos politiqueiros que pensam somente em si e não nos interesses do País.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Seleção da Copa Política
Dizem que todos nós temos um pouco de técnico de futebol e, nesta época, quero escalar a nossa "seleção". Então, vamos lá: José Sarney; Jader Barbalho, Renan Calheiros, Collor de Mello e Paulo Maluf; José Dirceu; José Genoino; Delúbio Soares e André Vargas; Lulinha e João Paulo Cunha. O técnico claro é Luiz Inácio Lula da Silva (mesmo não sabendo nada). Reservas? Não há necessidade, pois os titulares não se machucam e nunca são punidos, principalmente agora que a maioria dos "árbitros do STF" rasgaram os cartões amarelo e vermelho.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

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