OPINIÃO DO LEITOR
Reféns do pedágio
São 17 anos de concessão do pedágio e não temos um cronograma de obras definido na BR-369 entre Jataizinho e a divisa com São Paulo. A implantação da terceira faixa, no trecho entre os rios Congonhas e Macuco, foi realizada à custa de um acréscimo no pedágio com o aval do DER. A concessionária faz caixa para comprar novas concessões em aeroportos (Viracopos) e outros trechos rodoviários à custa de muito sangue dos paranaenses, e não falo no modo figurado. Eles trabalham com estatísticas mórbidas. É preciso morrer um "X" de pessoas para a realização de melhorias. A geometria das curvas da BR-369 é da década de 50. Infelizmente, somos reféns de uma política sem nenhum desenvolvimentismo e o imposto arrecadado vai para cargos comissionados e programas sociais baratos e populistas, sem falar na corrupção e clientelismo típico dos governos. Sem estradas adequadas, o Estado nunca irá alcançar o seu desenvolvimento industrial e a integração com seu interior. Já dizia Washington Luís, "governar é abrir estradas", mas este lema nunca foi aplicado ao Paraná onde até para a capital ir ao mar teve que esperar o governo federal construir acesso (BR-277 e BR-376). Um conselho aos nossos governantes: se não sabem fazer, ao menos copiem dos outros aquilo que deu certo.
ANTONIO SEVERO DE CASTRO JUNIOR (advogado) Londrina
Vereadores e as eleições
Como sabemos, a maioria dos vereadores de todo o País resolveu se candidatar às vagas de deputados estaduais e federais, mas com o direito de voltar a seus cargos caso percam as eleições. Acho isso um absurdo. Eles foram eleitos para ocupar cargos de vereadores, portanto, deveriam terminar seus mandatos ou então abrir mão de seus cargos. Se perdessem as eleições, ficariam sem o direito de continuar vereadores. E isso serve também para os deputados estaduais e federais que deixam seus cargos para assumir cargos administrativos nos governos. Isso gera muita corrupção.
ANTONIO DOS SANTOS JOTA (corretor imóveis) Londrina
Região esquecida
Concordo plenamente com empresário Ancilon de Sá Neto (Opinião, 3/7) com referência à linda região de Mato Rico. Sei que é a mais pura verdade, a necessidade de cobrir com asfalto os 22 quilômetros que a separam de Roncador. Estive acompanhando serviços de eletrificação rural no município em 2008, e conheci bem as estradas daquela região. Quero crer que o próximo governo do Estado realize esta obra para que aquela gente trabalhadora e humilde tenha acesso e desfrute de todos os recurso de um Estado rico que é este nosso Paraná.
LEONEL FERNANDO TESTA (eletrotécnico) - Cianorte
Zona Azul
O Informe Folha (Política, 2/7) trouxe a informação de que os vereadores querem mais uma vez interferir na Zona Azul de Londrina. Os sistemas eletrônicos implantados reduziram visivelmente o número de agentes trabalhando, o dinheiro economizado foi transferido para as empresas detentoras dos equipamentos locados, e ou, adquiridos, ou seja exportamos impostos e recursos que estavam em Londrina. A Epesmel tem gráfica própria, os carnês também geravam receita e impostos em Londrina, podiam ser adquiridos em qualquer local (lanchonetes, bancas de revista, padarias, etc.) e os motoristas podiam preencher as folhas correspondentes ao tempo de permanência da vaga. Hoje precisamos localizar um agente da Zona Azul, o que é quase impossível, para adquirir o cupom ou carregar o cartão sem contar um deslocamento que pode chegar a 300 metros entre a ida e a volta até o carro. Vamos ao sistema antigo que era melhor.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





