OPINIÃO DO LEITOR
Torcida contra o Brasil
Infelizmente, temos ouvido e lido neste e outros jornais e revistas, pessoas dizendo que estão torcendo contra o Brasil na Copa como forma de protesto. Acho que não era hora de termos uma Copa no País, pois haviam outras prioridades. Mas a Copa está aí, os jogadores da seleção não são culpados pelas falcatruas e demais mazelas que houve no atual governo. Torcer contra a seleção não é uma forma justa de protestar. Se não está contente, outubro vem aí. Use a arma chamada título de eleitor e proteste nas urnas. Isso sim é valido. Torcer contra o Brasil é antiético e antipatriótico. E mais: este Mundial no Brasil vai ser considerado a Copa das Copas. A melhor de todos os tempos.
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) Londrina
Bosque e as pombas
Elas chegaram primeiro, a cidade veio depois. Hoje, é simples. É só entender que o Bosque não é praça. E deixar as pombas viverem em paz. Não somos contra a matança. Há tantas coisas piores nesses bosques que as pessoas compactuam. Será que não é agora hora de pensar? Esses ativistas só atrapalham, não vivem a realidade que nós, como moradores ao lado do Bosque, vivemos. Preferiríamos a reabertura da Rua Piauí. Estou cansada de ver palavras ao vento, e acho melhor acabar com o ser humano. Qual a melhor solução para o Bosque, afinal?
MARILIA DE ASSIS (jornalista) e JAMIL SONI NETO (estudante) Londrina
Bosque: vitória de Pirro
Aprendi a gostar do Bosque de Londrina desde os meus primeiros anos de idade. Lembro ainda quando ia com meus pais ver os bichos, passear e tirar fotografias nos troncos da daquela figueira que ainda resiste ao tempo emporcalhada pelas fezes das pombas que ali passam a noite. O confronto entre os humanos e animais sempre será para mim a última alternativa. Analisando como se comportam os homens das cidades mais antigas e cultas do mundo que conheço, constatei como convivem harmonicamente. Em Roma, por exemplo, até os gatos são tolerados em grande escala no combate aos ratos. Em Veneza as pombas são atração turística. Em Londrina onde ainda temos o privilégio de ter matas exuberantes e intactas, tentar manter um pedacinho de mata no centro com características de floresta intocável é um sonho. É preciso transformar aquela área nobre em uma área de lazer, mantendo somente espécies históricas e raras, com replantio de novas árvores adequadas para bosques urbanos, com jardins bem cuidados e bancos que se possam sentar, como os que existem em todas as pequenas e grandes cidades do mundo. Decretar uma guerra contra as pombas teria um prenúncio, ao final da batalha poderíamos parafrasear como Pirro, rei do Épiro, quando terminou mais uma batalha entre gregos e romanos: "Mais uma vitória desta estou totalmente aniquilado". Num confronto que se aproxima para Londrina, não haverá nem vencidos nem vencedores. Vamos revitalizar o Bosque e as pombas, certamente, procurarão um novo e acolhedor refúgio.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) Londrina
Aids e discriminação
Com relação à matéria "O fim do preconceito?" (Cidades, 26/6), sobre a lei nacional que prevê punição para quem discrimina portadores de HIV, vale ressaltar que esta semana entrou em vigor a Lei 12.984/2014 criminalizando as condutas de discriminação contra o doente. O infrator pode sofrer penalização de 1 a 4 anos com condutas como impedir que o doente frequente instituição educacional de qualquer grau, negar emprego ou trabalho, exoneração ou demitir de seu cargo ou emprego, segregar do ambiente de trabalho ou escolar, divulgar para outrem a condição de doente por Aids com o intuito de desmoralizá-lo e, pior, recusar ou retardar o atendimento à saúde.
TATIANA GONÇALVES ANDRÉ (advogada) - Londrina
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