Prender o espírito
A justiça brasileira é realmente uma vergonha. Ladrão de galinha a policia prende. Colarinho branco (Belinati) depois de 14 anos é condenado e ainda vai recorrer em liberdade. Pena que ainda não é possível prender o espirito. Aí, talvez depois de morto ele teria a chance de passar uns dias atrás da grades. Quanto à libertação dos mensaleiros, nem é bom falar.
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo) – Santa Mariana

O futebol e a peteca
Em tempos de Copa de futebol, não devemos esquecer que a massa torcedora é composta de indivíduos. Considerar que o indivíduo tem um enorme potencial de fazer a massa ser menos complicada com seus altos custos gerados por vandalismo, insatisfação, indiferença, consumo irresponsável, problema de saúde, falta de identidade. Resgatar, por exemplo, uma simples peteca de palha de milho pode ser altamente inspirador. A peteca não suja (é de matéria-prima renovável e biodegradável) e qualquer um pode aprender a fazer, jogar e se esforçar para "não deixar ela cair". Em vez da vitória ou da derrota um esforço coletivo colaborador. Assim fica menos pressão e dependência por uma vitória de um "grande futebol" tão bitolante, imprevisível e distante da realidade de cada um.
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) – Rolândia

O fato em foco
Inútil e vazia a discussão sobre o Lula estar ou não na lista da Forbes. Existe, na verdade, é a dúvida, como um sindicalista e político pode estar milionário ou bi? Também não é um fato isolado. A maioria dos políticos, caso houvesse uma devassa em suas contas e propriedades, comprovaria que estão inúmeras vezes superiores ao salário que recebem! Cego é quem não quer ver! São corruptos, ladrões do dinheiro do povo. Pena que não existe justiça nem punição. Que vergonha!
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

Um pé em cada canoa
Sem exceção, os grandes partidos e os "partidos nanicos", deixam definições importantes, candidatos a vice e coligações (governo do Estado) para última hora. O motivo dessa demora em definições tão importantes é para negociatas, principalmente em termos de cargos e apoios em eleições futuras, dentre outros. Essas negociações só interessam aos partidos, além de virem contra o desejo e a intenção dos eleitores sem "interesses outros". Entretanto, somos tidos e havidos como trouxas pelos partidos que deitam e rolam com a nossa complacência e omissão. Temos que fazer valer o poder do nosso voto. Temos que ter políticos com os dois pés em uma só canoa. Importante, ressaltar o posicionamento do prefeito Kireeff, nas eleições de 2012, quando numa decisão praticamente inédita no Brasil, refutou coligações, e se tornou prefeito sem apoio de coligações, isto é, totalmente livre.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Patriotismo quadrienal
É comovente andar pelas ruas e ver tantas bandeiras do Brasil, casas e lojas enfeitadas de verde e amarelo. Um patriotismo relâmpago que só pode ser visto a olho nu, em cada quatro anos, tipo meteoro mesmo. Triste ter a certeza que ao acabar a Copa todo este arsenal vai pro lixo! E se a seleção canarinha cair fora do torneio, vamos ver muitas bandeirinhas de haste de plástico de retrovisor de carros esparramadas pelo chão. Num país de corrupção, desmandos, injustiças e violência, o povão se agarra numa seleção como se fossem os 12 apóstolos da salvação. Acaba a Copa, cai por terra o castelo de sonhos que o povo cria em suas pobres e ingênuas mentes. E os políticos nos camarotes vips das arenas da vergonha riem da nossa cara!
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba

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