OPINIÃO DO LEITOR
Brasil com 'Z' e a ortografia
Será que, em plena era da informática quando, queiram ou não os conservadores, os hábitos e costumes estão sendo mudados e adaptados à modernidade, não seria o momento de se criar comissões para estudar uma grande e verdadeira reforma no nosso "brazilerês"? No tempo do grande Rui Barbosa, jamais se cogitaria em qualquer mudança, em nome da "boa cultura" enraizada lá fora. Hoje alguém consegue ler um original do mesmo? Não se trata de nivelar por baixo, mas oficializar o que já está aí na prática, e também pelo bom senso, acabando com as tais das exceções sem cabimento, das incontáveis regras gramaticais. Por que ficar atrelado a convenções internacionais, (dos que falam a língua portuguesa) para manter algo que a nós próprios brasileiros não cabem? Só para ilustrar: "Brasil" se pronuncia com o som de "z". Lá fora é escrito conforme se pronuncia, ou seja com "z". Mas aqui, já que gostamos de complicar, fazemos questão de escrever com "s", em nome da tal gramática. Que tal, para não ferir suscetibilidades, se criássemos e oficializássemos as duas modalidades: o português clássico e o brasilerês popular? O importante é se fazer entender, e penso que a última modalidade talvez desempenhe melhor o seu papel.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
'Eleitor galo de briga'
No Brasil, talvez, esteja faltando homens com o espírito combativo do galo de briga, daqueles que defendem um ideal até o final. Eu pergunto: qual o ideal de um partido político? Não existe, os partidos são hoje cartórios sem ideologias, onde tudo é negociável. Neste ano eleitoral os galos mestiços da política vão começar a frequentar o seu terreiro, alguns até sem chance, mas querem marcar território, e se não levarem uma bicada ou esporada tomarão conta do seu quintal. Entrarão sorrateiramente cantando desafinado, com as mesmas propostas de quatro ou mais anos atrás, (saúde, educação, transporte e segurança), mas que nada fizeram. Alguns até apresentarão seus franguinhos como galos de raça, ávidos para trabalhar em prol do povo (na verdade são filhos de galos mestiços) cuidado: procure conhecê-los. A hora é agora, vamos fazer a nossa copa depois da Copa: torne-se um galo de briga, não se renda aos seus adversários, enfrente-os com raça, eles irão fugir da briga. Faça isso para o bem de sua cidade, do Estado e do País.
ROBERTO FERNANDES NEGRÃO (administrador de empresas) - Rolândia
Hora do voto nulo
Os aposentados que tiveram nas suas aposentadorias aplicado o fator previdenciário devem votar nulo nas eleições de 2014 em protesto. Eles (políticos) não pensaram nos aposentados, homens e mulheres que trabalharam por mais de 35 anos e contribuíram para o INSS, tiraram sua saúde e agora tiram seus alimentos, remédios, seu lazer e sua dignidade humana.
OSMAR CARVALHO (contador) - Londrina
Como nasce a corrupção?
O homem nasce com uma missão: ser feliz e fazer feliz seu próximo. Vai crescendo de acordo com a atitude da família e adquire os hábitos desta família. Se o pai for desonesto, corrupto, o filho tem grande chance de ser igual. Isto não é uma regra, o filho pode e deve ser diferente. No caso dos pais serem honestos e não corruptos, mas o filho pender para o lado ruim, os pais tendem a se esforçar e corrigir. E isto deve começar bem cedo. O desejo de todo o ser humano é ser feliz e a felicidade depende de esforço e muita coragem. Quando o indivíduo corre o risco de se tornar um corrupto, aí é que entram as leis e fazem a correção, impedindo que este corrupto se perpetue e repasse os maus hábitos a seus descendentes. O amor, o caráter e o bem sempre vencem. Então, vamos continuar acreditando que somos felizes e fazemos a nossa parte. Sempre que tivermos diante de um problema devemos acender a luz da sabedoria para iluminar os caminhos para vencer sem se corromper e ajudar os que vivem nas trevas da corrupção.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





