Hospitalizar com polidez
O achincalhe à presidente da República na abertura da Copa foi uma hostilidade inadequada porque utilizou um termo chulo. Melhor seria uma retumbante vaia para mostrar a indignação dos brasileiros com os malfeitos do governo petista. Como Dilma se acovardou no anonimato, num evento de dimensão mundial patrocinado pelo Brasil, deu no que deu. Nada de muito anormal para um povo que não recebe do seu chefe de Estado a abertura para o diálogo. Os governos petistas, que se autointitulam como populares, nunca ofereceram o debate franco e aberto aos brasileiros. Há quase 12 anos utilizam-se do monólogo dos palanques, onde falam o que querem sem a possibilidade de serem contestados. De cima para baixo escutamos mentiras, propaganda enganosa, justificativas absurdas para as falcatruas, o tal "eu não sabia" e muitos outros subterfúgios verbais que enganam os ignorantes e agradam os apaniguados. Nessa mesma linha de ação, mas evitando palavrões, temos por obrigação rejeitar os maus políticos. Até as próximas eleições seremos alvo do cumprimento, do abraço e do tapinha nas costas de candidatos de passado pouco recomendável. Que tal sermos francos com eles, demonstrando com palavras e atitudes a nossa insatisfação? A sociedade precisa agir assim. Os maus governantes precisam ser hostilizados e constrangidos, mas de forma inteligente e polida, para entenderem que não nos enganam mais. Nada mais atual e apropriada para o episódio do Itaquerão do que a frase do filósofo alemão Georg Lichtenberg (1742-1799): "Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito".

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina



Escárnio do povo brasileiro
Não deixando de lado a relevância desse evento em nossa cultura, vemos o padecimento do Brasil em relação à Copa do Mundo. Estamos diante de uma crise mascarada pelo atual governo, juntamente com a cobrança de altos impostos sem retorno para população. Nós entramos em uma zona acomodada com a malevolência de nossos políticos, e estamos deixando que tratem como incapazes de revolucionar o nosso Estado-nação. Vamos mostrar não somente ao nosso governo, mas para todas as nações que nós podemos e vamos, assim como Nelson Mandela, revolucionar o nosso país e conquistar os direitos dignos de uma sociedade que passa cinco meses por ano trabalhando somente para pagar seus impostos.

LUIZA S. RICARDO (estudante) – Londrina



Brasil, Rússia e PT
O Brasil há 514 anos vem tentando se libertar das amarras da ditadura, tocou os invasores, fez tratado de Tordesilhas, proclamou a Independência, depois a República, houve um golpe militar para não deixar os comunistas tomarem conta do país e transformá-lo em uma Cuba, Rússia ou Venezuela. Foi elaborada uma nova Constituição (1988) e, por fim, vem o PT e sua turma destituir toda uma organização em prol de se perpetuar no poder e manipular o povo, como já manipula o Congresso e servidores em sacrifício da população. O decreto que cria conselhos para decisões sociais é antidemocrático e de fácil manipulação, o povo vai sofrer, todos serão escravizados novamente. Mude seu voto para mudar.

OSMAR CARVALHO (estudante de Direito) – Londrina



Para que existe CPI?
É impressionante com tantos políticos, juízes, advogados para observar as leis e há tanta roubalheira! Depois que descobrem o roubo do dinheiro público vão gastar anos para descobrir o que aconteceu e como aconteceu! Por que não prevenir isso? Seria mais inteligente prevenir do que utilizar horas de vereadores, deputados e senadores que deveriam se preocupar com a nossa segurança, educação e saúde, em vez de ficar discutindo CPIs. Como o país vai para frente se só fica patinando nas CPIs? Por favor, doutores da lei, façam algo para dificultar essa roubalheira do nosso dinheiro que "doamos" por meio de tantos impostos ao governo.

LUCIMEIRE GASPARIN MARTINS (comerciante) – Londrina



Correção
* Ao contrário do informado na matéria "‘Eduardo e Mônica’ nos cinemas em 2016" (Folha2, 20/6), o crédito da fotografia de Renato Russo é Arquivo FOLHA.

Aviso
* Em função do feriado de Corpus Christi, o conteúdo de Cidades e Economia está integrado ao Primeiro Caderno

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