Políticos por herança
Pesquisa recentemente publicada dá conta de que 78% dos políticos mais jovens do Congresso são parentes de congressistas mais antigos que, acostumados à boa vida que a "profissão" lhes proporciona, investem na eleição de filhos e agregados. Por aqui já estão aparecendo rapazolas filhos de congressistas, sendo apresentados como candidatos e, o pior, pintados como jovens de extrema competência, sem sequer ter realizado algum trabalho conhecido do ingênuo eleitor. Pelo que se ouve falar, não há no Brasil negócio melhor que ter um mandato de deputado ou senador, daí a razão desses "chupins" do dinheiro público desejarem perpetuar-se no poder, ainda que através dos filhos, para não perderem a boquinha.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito)- Londrina

Importância do voto nulo
Muitos criticam os eleitores que votam nulo nas eleições. Diante do cenário político brasileiro, votar nulo não caracteriza "omissão". Ao contrário, anular o voto é uma atitude de "protesto". Quando se vota escolhendo o candidato que parece ser o "menos pior", admite-se perpetuar e compactuar com a atual situação negativa da nação, não garantindo assim mudanças. A cada eleição, mais decepção. Mudam-se as siglas partidárias, nossos representantes, na maioria das vezes, continuam os mesmos,e trocam apenas de cargos públicos. Votar nulo é dizer não ao continuísmo, é dizer que se está insatisfeito com os serviços públicos (saúde, educação, transporte, segurança) ofertados à população. Portanto, voto nulo é voto consciente, tão consciente que faz do leitor um sujeito exigente, que diz não ao continuísmo. Embora essa atitude seja condenada, por meio do voto nulo, indiretamente, há um indivíduo protestando e lutando por mudanças significativas para a sociedade.
APARECIDA VIEIRA REMES (professora) – Borrazópolis

Leite adulterado
Qual a consciência de quem adultera e contamina leite de vaca que, em grande parte, é utilizado na alimentação de crianças? Com certeza, nenhuma, pois o que importa é dinheiro em seu bolso. Faz-se necessário três ações primordiais de urgência máxima. Nos casos de segurança alimentar, a Justiça deve ser rápida, embargar e retirar do mercado todo produto fora do padrão. Criar e executar regras rígidas para as empresas envolvidas, bloqueando sua comercialização e finanças, obrigando-as a cumprir o rito necessário de recolhimento do produto alterado, fazendo-as pedir desculpas em público ao consumidor pela falha grave. Punir exemplarmente as pessoas envolvidas na fraude, não só motoristas, mas toda cúpula envolvida e, de acordo com o novo Código Civil, prendendo todos.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Crime hediondo e corrupção
Crianças, adultos ou mesmo idosos, não importa a faixa etária de quem comete crimes tipificados como hediondo, deveriam cumprir pena máxima. Não importa o sujeito ativo do delito, e sim o grau de maldade. Bem como políticos, chefe de Estado, secretários, ministros ou equivalente que cometerem o crime de corrupção deveriam ser incursos também na pena máxima. E sem direito a foro privilegiado. Só assim teremos um país sério e verdadeiro. Caso contrário, vai continuar essa "zorra total".
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

Verde, amarelo, ingenuidade ou indiferença?
Não posso deixar de observar – agora – a enxurrada de bandeiras do Brasil ornando carros e fachadas de casas entre outros. Com tal atitude estariam os brasileiros corroborando com a vinda da Copa para cá? Esqueceram assim tão rápido a ordem de prioridade que esse governo escolheu – o seu povo com todas as demandas de país atrasado X gastos astronômicos numa festa? Por que será que, em épocas de campanhas políticas, quando se tratará da verdadeira oportunidade que pode fazer a diferença para o nosso povo, não se vê bandeiras, discussões, patriotismo? Seria o nosso povo, como dizem lá fora, o país do futebol, do carnaval, enfim do circo? Que se festejem a Copa, mas que, com o mesmo ardor, independentemente do resultado dela, vamos ver, analisar e discutir o que estão fazendo de nosso país e escolher bem quem nos governará. Se estou torcendo para a seleção brasileira? Claro que sim, mas para o país chamado Brasil.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

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