OPINIÃO DO LEITOR
Vamos mudar?
Na construção civil de casa e prédios o emprego se encerra com o fim da obra. Vamos pensar em criar um sistema financeiro que promova, incentive e financie a construção de um parque industrial eficiente. A construção de uma empresa gera empregos da construção civil e quando finalizada continua cumprindo este importante papel social. Um parque industrial eficiente gera empregos, gera renda, gera a necessidade de um comércio local forte, gera exportação e por consequência divisas ao município, ao Estado e ao Brasil. Se esta engenharia for implantada com eficiência, mesmo com ônus do Estado, muitos programas sociais assistencialistas e escravagistas deixarão de ser necessários, pois a população poderá se sustentar com dignidade a partir de seus próprios vencimentos. O dinheiro que irá sobrar dos programas sociais poderá ser investido em educação básica e técnica aos jovens irrigando um ciclo virtuoso que realimenta a produção, o emprego, a educação. Não é tão difícil, é?
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
Cidadania ou castigo?
Votar, decididamente, não é exercer o ato de cidadania no Brasil. É castigo mesmo. Um fardo para os eleitores. Num país que é reconhecido pela corrupção no mundo todo e não se respeita os direitos básicos do cidadão, esperar o que dos políticos? Aliás, são "profissionais" bem pagos, não honram o cargo que ocupam, perpetuando-se no poder. Reeleição deveria ser uma palavra extinta no vocabulário dos eleitores. Talvez, pudéssemos assim sonhar com um país melhor, mais justo e humano.
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) Londrina
Distanásia consentida
Várias ONGs lutam bravamente para manter vivos animais em vias de extinção. Porém, existe uma sub-raça à beira de ser dizimada e que às suas súplicas são feitos ouvidos moucos. Ela é composta por seres que muito contribuíram, em sua época, para que as coisas atingissem o patamar atual. Esse clã, outrora composto de seres racionais, hoje é formado por elementos amorfos. Negam-se a enfrentar os próceres instalados no poder, embora saibam que foram esses mandatários que usurparam o ideal de equidade social deste país. Pelo corte de uma boa parcela de seus proventos, foram reduzidos a um exército "Brancaleone". Esses homens que outrora reverberavam com aura de esplendor, hoje ficam à mercê das migalhas. Os áulicos, quando precisam de seus votos, os chamam de aposentados.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) Londrina
Brasil x México
O México está na mesma chave da "Seleção Canarinho", além de outras duas seleções. Mas o que chama mesmo nossa atenção não é somente o futebol, mas sim a grande semelhança nos quesitos: corrupção, tráfico de drogas, gangues, etc. Assim poderíamos chegar a um placar de 5 a 5! Sabemos que a "corrupção" vem desde os tempos do Império. A corrupção no México e no Brasil disparou e extrapolou todos os limites imagináveis. É doloroso saber que nesses países a corrupção subtrai aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso tudo, ainda temos que ouvir diariamente conversa fiada desses malandros da política brasileira. Sem contar com a blindagem feita pelos seus pares para se livrarem da merecida "cadeia". Aquela perguntinha básica: o Brasil é um país sério?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
A essa altura do campeonato
É ponto pacífico: a Copa não foi a melhor opção de investimento do governo e a sociedade não foi consultada e nem se sentiu representada diante dessa decisão. Contudo, o sentimento de insatisfação/indignação de boa parte da população não deve se transformar em protestos e manifestações de rua e desordem social. A essa altura do campeonato o que de melhor temos a fazer é engolir nossa razão e colaborar para que tudo dê certo. Cada brasileiro deve apoiar e fazer o melhor de si para construir uma imagem positiva de nosso país no exterior. Temos a oportunidade de ouro de mostrar ao mundo quem somos e como somos. Se soubermos aproveitar, vamos tirar coisas boas dos erros e leite das pedras. Imaginem se esses milhões que vierem ver os jogos saírem daqui encantados com a beleza do País, com a simpatia do seu povo e com o imenso potencial turístico, econômico e humano que temos? Certamente, isso trará benefícios incalculáveis para nosso futuro. Vamos deixar para lavar a roupa suja em outra ocasião.
SILVÉRIO DA SILVA (empresário) Londrina





