Estado mais babá do que nunca
A chamada Lei da Palmada foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em caráter terminativo, seguindo direto para a apreciação do Senado. Trata-se de uma alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente que prevê, entre outros assuntos, a vedação do castigo corporal que gere dor à criança (a dita palmada). Mais uma - inútil - lei criada sob o calor da discussão de um crime (o assassinato do garoto Bernardo Boldrini por seus pais). Vale lembrar que o Estatuto já possui regramentos que impedem a punição cruel e/ou degradante à criança por seus pais ou responsáveis; o projeto somente virá a prejudicar os bons pais, aqueles que se utilizam do castigo corporal de maneira razoável, sem violência, uma vez que os maus certamente não se importarão com uma nova regra (adicionada a outra já existente) que os impedem de cometer as crueldades que todos conhecemos. Mais parece um exercício de poder do Estado brasileiro, mais babá do que nunca, sob os nossos lares. Também pudera, sócio de 40% de toda a produção econômica do país, por meio dos impostos. Curador de milhões de pessoas por meio do bolsa família, e milhares de empresas, por meio do BNDES. Dentro de pouco, não poderemos mais educar nossos filhos da maneira que queremos. E não se surpreendam quando o Estado começar a ditar quantos filhos você pode ter, e com quem você pode tê-los.
JOÃO PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) - Londrina

Saúde + educação x Estado?
"Sanar a saúde e a educação pode significar um perigo para o Estado?". Essa pergunta surgiu na Câmara de Vereadores de Rolândia onde escutamos que, no requisito "economia", o Brasil se encontra no 6º lugar do mundo. Na "saúde" o Brasil pegou o último lugar entre 48 países examinados. Por quê? Será que é por que o povo "distraído" com problemas de saúde fica "ocupado" e não questiona? A educação vai de mal a pior, piora cada vez mais. São restringidos direitos dos pais educarem seus filhos. Por quê? Será que é para que pessoas "educadas" possam questionar? Soam grandiosos os slogans oficiais: "progresso", "indústrias", "empregos" que iludem e escravizam o povo. Seduzidos pelo consumismo decorrente, colocamos nossas metas em patamares que não conseguimos administrar. Somos dependentes de um sistema interessado em nosso voto, mas pouco interessado em nossa saúde e educação.
RUTH BÁRBARA STEIDLE (aposentada) - Rolândia

Manifestações contra a Copa
Apesar da Copa do Mundo ser considerada um evento importante a um país, ela é realizada em apenas 30 dias (no Brasil depois de 64 anos) e beneficia apenas um pequeno setor da sociedade. Os bilhões gastos (com dinheiro público) para a realização de tal evento são visíveis, mas os outros bilhões que serão arrecadados será que alguém os verá bem investidos no País? Os duzentos e tantos manifestantes que cercaram o ônibus com a seleção brasileira que ia para a Granja Comary estavam reivindicando melhorias na educação. Com certeza, é um contingente de brasileiros que está entre os mais "despertos" destemidos e úteis ao país sob o ponto de vista social. É agradável assistir a um bom jogo de futebol, mas preterir investimentos em setores bem mais importantes não é socialmente saudável para não dizer uma burrice inútil.
SWAMI VERONESI (músico) – Santo Antônio da Platina

Voto obrigatório
Possuo uma arma que me obriga, a certo tempo, usá-la para afirmar minha vontade de mudanças. Se não o fizer, sofro a pena de ver alguém que não gostaria decidir o destino de minha comunidade, do Estado e País. Além de que serei multado. Eles possuem um cartão corporativo que usam à vontade e adivinhem: são desobrigados de prestar contas em nome de uma tal segurança. Fico pensando se não seria possível trocar minha arma por um cartãozinho desses. Então, vamos combinar: eu voto obrigatoriamente e eles apresentam seus gastos também. Assim, vamos ter acesso à lambança que fazem.
WALDINEI ALVES (microempresário) - Bandeirantes

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG,
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