OPINIAO DO LEITOR
Pequenas grandes obras
Pequenas obras são fiscalizadas, autuadas e paralisadas antes mesmo da execução de suas fundações. Uma construção de médio porte não fica pronta da noite para o dia. Utilizando-se das mais modernas técnicas e equipamentos avançados, diversos meses são necessários para conclusão. Sabendo disso, nenhum órgão de fiscalização pode afirmar que não viu brotar no coração de Londrina um empreendimento da magnitude das Lojas Havan. Todos acompanharam o desenvolvimento desta obra, principalmente engenheiros, arquitetos e estudantes que queriam aprender a mágica de construir sem recuo. Quem é da área sabe que em matéria de engenharia, Londrina comporta todo tipo de absurdos em matéria de construção em desacordo com o Plano Diretor, seja em shoppings, mercados, edifícios residenciais e comerciais. No país campeão em "criar dificuldades para vender facilidades", aguardou-se a inauguração da obra com a presença de autoridades, profissionais do setor, representantes dos órgãos fiscalizadores, todos brindando a maior e a mais nova edificação irregular e ilegal, para após seis meses da abertura revelar que a obra foi construída em desacordo com as leis municipais. Porém, foi mantida a garantia de sua plena atividade, cujos responsáveis por zelar pelo cumprimento da lei, quedam-se num estranho e mais completo silêncio, esquecendo-se até mesmo de fiscalizar, embargar e multa, o que convém , em flagrante desrespeito ao princípio da isonomia em que "todos são iguais perante a lei", pelo qual, obras de pequeno porte, deveriam receber de tais órgãos fiscalizadores o mesmo tratamento.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) Londrina
Caixa e as lotéricas
Se você frequenta lotéricas, cuidado! A Caixa Econômica já disse que a segurança é por conta delas. Entende a Caixa que as lotéricas têm dinheiro suficiente para manter um "padrão Fifa" na questão segurança. As lotéricas dizem que a remuneração é baixa, mal paga os custos. É evidente que alguém está mentindo, resta saber quem. Quanto a nós (usuários) continuamos sujeitos a qualquer dia sairmos tetraplégicos ou mortos de dentro desses estabelecimentos, se isso acontecer nossos familiares vão responsabilizar quem?
GILMAR RODRIGUES CORDEIRO (contador) Londrina
Reajuste de energia
Tenho acompanhado na imprensa que a Copel apresentou lucro de 46,3% maior em 2013 contra 2012 e vem gastando fortunas na mídia para mostrar ser a melhor empresa do setor. Só não mostra a insatisfação dos consumidores, a baixa qualidade nos serviços, falta de investimentos nas redes deixando o setor produtivo na mão. Agora, vem pedir aumento na tarifa de 30%! Os consumidores devem cobrar atitude dos deputados para não permitir todo este aumento. Devemos cobrar sim investimentos, melhora nas redes de energia e respeito ao consumidor.
EDMILSON J OSE ZABOTT (agricultor) - Palotina
Professores aposentados
Sou professora estadual aposentada desde 2003. Sem opção, aposentei-me proporcionalmente com a perda de salário (na época de R$ 800). Em 2007, a APP Sindicato entrou com ação na Justiça pedindo a integridade de salário. Em 2012, ganhou a ação em todas as instâncias judiciais. Desde então, nada do governo incorporar a diferença de salário aos dois mil professores (todos aposentados). E se fosse o contrário? É lógico que o governo já teria descontado sem dó. O juiz determinou prazo final de pagamento e até agora nada. E, aí, como fica? Para que Justiça? Será que não percebem que esses professores já têm uma certa idade e que alguns até já morreram no meio do caminho? Isso tudo só para acertar o pagamento, sem falar na diferença que com certeza será herança de neto. É uma vergonha passar por isso.
ANA LUCIA MONTENEGRO (professora aposentada) Londrina
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