Pombos e riscos à saúde
O tema é polêmico e já foi debatido muitas vezes, mas a falta de ações concretas e eficientes por parte dos órgãos competentes nada resolveu até agora. Os pombos continuam deitando e rolando, especialmente no Bosque Central. Essa presença constante é um risco grande à saúde humana: são carrapatos, ácaros, piolhos e doenças como criptococose, histoplasmose, psitacose, querem mais? Quem passa pelo Bosque não consegue respirar direito pela quantidade de fezes, e o fedor é horrível. Tem até moradores pensando em mudar-se dessa área. A questão é muito séria e parece que as autoridades não querem enxergar o problema de perto ou não demonstram boa vontade para solucioná-lo. Até quando a população terá que aguentar essa situação? Secretaria da Saúde, Sema, Vigilância Sanitária e Epidemiológica e o prefeito vão aguardarem o pior acontecer?
WANDERLEY LAGO (representante comercial) - Londrina

‘Copa das Copas’
Bilhões de dinheiro público gastos em estádios que jamais retornarão, investimentos em mobilidade contemplam apenas a interligação entre aeroportos, estádios e seus entornos só em algumas capitais. O salário anual de um único jogador brasileiro é muitas vezes superior ao que um trabalhador médio com curso superior irá receber em toda a sua vida de trabalho. O brasileiro que não tem uma educação decente, não tem acesso à saúde de qualidade mesmo pagando planos privados, não tem assegurado seus bens e sua vida, não pode confiar em nenhum dos Três Poderes constituídos, deve se unir para torcer pela seleção do País que está se lixando pelo seu presente e futuro? Vou tentar ajudar meu país durante a "Copa das Copas": não vou comprar ingresso para os jogos, pois dessa forma sobrarão mais para os estrangeiros e assim entra mais capital em nossas contas; não vou assistir aos jogos, até mesmo do Brasil, para refletir profundamente nos poucos candidatos confiáveis que poderei votar em outubro, prestar atenção em suas promessas e escolher os que irão formar um grupo em prol do nosso país com sinceridade e compromisso. Faça isso você também.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

Demônio da privatização
Até para os mais leigos em política, ficaram muito bem claros os motivos pelos quais o PT e os demais partidos de esquerda demonizam tanto a privatização das empresas estatais. A explicação está aí bem viva e atual: o saque monumental nos cofres da Petrobras, além da desestruturação da Eletrobras e o aparelhamento funcional político nos Correios são alguns dos exemplos mais clássicos dessa nefasta forma de governar e garantir as gordas e inexauríveis tetas oficiais. Os recursos subtraídos dessas estatais abastecem campanhas políticas cada vez mais caras e sofisticadas, suprem os bolsos dos militantes sempre sedentos por dinheiro, irrigam contas bancárias de caciques partidários e compram apoio político para uma casta dominante se encastelar no poder e se enriquecer. Em detrimento à meritocracia, essas empresas são alvo de escandalosos cabides de empregos e de gente despreparada para exercer as funções que exigem formação técnica e de direção administrativa, além de abrigar agentes políticos especialistas em negócios obscuros, intencionalmente ali colocados para desviar dinheiro público. Nossos governantes, muito pelo contrário, estão acabando com essas riquezas em benefício próprio. É preciso repensar esse modelo de gestão, regulamentando a exploração desses recursos naturais e das concessões dos serviços de interesse público, fomentando a participação mais ativa das agências reguladoras e a eliminação definitiva desse vergonhoso loteamento político dos negócios da nação.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Mudanças na CMTU
Digno de louvor a iniciativa de reengenharia na CMTU. Toda estrutura envelhece e aquelas do setor público têm mais dificuldades para implantar reformas necessárias. Faço aqui um chamamento aos bons servidores: colaborem. Mirem um futuro de 20 anos à frente, confrontem as atividades com a tecnologia disponível, quantas talvez possam ser disponibilizadas por meio eletrônico. Pensem nos clientes, externos e internos e arredondem o sistema, lubrifiquem a máquina. O povo agradece. Deixo já uma sugestão: eliminar o cartão de estacionamento do idoso. Com a Carteira de Habilitação, o usuário poderia pegar um cartãozinho com o operador da Zona Azul. Um trabalho a menos para a CMTU.
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) – Londrina

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