OPINIAO DO LEITOR
O chumbo e a memória
O chumbo é um elemento extremamente prejudicial ao corpo humano. Sabe-se, numa varredura rápida pela internet, que ele afeta órgãos vitais, dentre eles o cérebro. Dificulta processos de aprendizagem, compromete o complexo órgão humano em danos irreversíveis. Saindo das divagações mineralógicas creio que os saudosos da ditadura militar em nada foram afetados pelo metal, e também parece que nunca se deram ao trabalho de se perguntar o motivo da expressão "anos de chumbo". Metaforicamente deixaram decantar em seu cérebro a ideia de que o período entre 1964-1985 foi muito bom para o Brasil. Não vou pedir que recorram ao ato de lembrar, pois a memória dos defensores do regime militar não alcançará a complexidade da recém-elucidada morte do ex-deputado Rubens Paiva. Apenas queria alertar para o fato de que o chumbo é transmissível pelo ar e essa atmosfera saudosista da truculência pode se alastrar rapidamente pelo tecido social, causando uma esclerose degenerativa no frágil corpo democrático do nosso País.
FILIPE GERMANO CANAVESE (professor de História) Londrina
Por um Brasil melhor
"STF manda soltar envolvidos na Lava Jato"; "Prefeitura de Maringá quer comprar carro de luxo de R$ 171 mil"; "Prefeito de Loanda é afastado por improbidade"; "Prisão de Marcos Colli por estupro de vulnerável completa um ano"; "Justiça bloqueia bens de ex-vereadores de Abatiá"; "Ex-prefeito é condenado por reservas de placas"; "MP ajuíza ação contra diretores do Cristo Rei". Todas essas notícias foram publicadas em apenas uma edição da Folha de Londrina. Isso faz a gente pensar se estamos no fim dos tempos e nos dá motivo para desacreditar. Porém, como cidadão de bem, não desanimarei e continuarei fazendo minha parte por um Brasil melhor. Menos mal que o ministro do STF, Teori Zavascki, voltou atrás em sua decisão.
SEBASTIÃO SANNA (corretor de seguros) Londrina
Teori-camente
"Teori-camente" houve uma "ilegalidade" no processo da "Lava Jato". Teori-camente apenas o STF pode dizer o que é certo ou errado no caso. Depois de todas as informações que já foram divulgadas dizem que, teori-camente, o processo tem que correr em "segredo de justiça". Teori-camente, acho que tudo isso vai ser engavetado em Brasília, o que é uma pena, porque não houve nenhuma "Moro-sidade" nas apurações feitas em Curitiba e tudo caminhava muito bem. Teori-camente esta é a cara do Brasil.
NINA CARDOSO (psicóloga) Londrina
Terminal Oeste
Com relação à matéria "Trajetos mais rápidos e sem desvios" (Cidades, 20/5), gostaria de registrar meu descontentamento e de milhares de moradores dos jardins Leonor, Santa Rita, Madalena entre outros, após o funcionamento do Terminal Oeste. Já fiz isso junto à CMTU. A situação ficou caótica para muitos de nós que utilizávamos os ônibus 311 e 312 para nos locomovermos para o trabalho. Usava a linha 312 com integração no 803, pois trabalho no final da Avenida Maringá. O ônibus à disposição não contempla toda a Maringá, vai somente até a rotatória da Avenida Castelo Branco. Conheço muitas pessoas que trabalham na Avenida Ayrton Senna ou até mais próximo do shopping que estão passando por dificuldades. Uma senhora que trabalha depois do shopping toma agora 8 ônibus para fazer o percurso de ida e volta do trabalho. Isso é ultrajante. Gostaria de sugerir que se estude a viabilidade de uma linha que saia do Terminal Oeste até o Shopping Catuaí pela Avenida Maringá. Sugiro que seja revista a quantidade de ônibus, pois o 807 além de não fazer todo o percurso tem um período muito longo para passar (em torno de 25 minutos) nos horários do rush.
JANE HIPOLITO (secretária) Londrina
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