OPINIAO DO LEITOR
Corruptos para dar e vender
Qualquer cidadão atento à história social e política do Brasil pode afirmar que nem todo político é corrupto e ladrão, porém, todo homem que vive da política conhece os mecanismos da corrupção e ladroagem. O modelo político adotado pelo Brasil convida nossas autoridades a trilhar o caminho do crime. Facilidades, presentinhos e viagens caem no colo das autoridades, que diante de tantas regalias rapidamente fazem a escolha pelo lucro e, principalmente, pela mesada. Dessa forma, muitos de nossos congressistas vendem o seu voto aprovando emendas absurdas e enterrando CPIs. Não importa o que tem quer feito, o corrupto está sempre de prontidão, atento às necessidades do partido e de seus correligionários, atuando no sentido mais sórdido da palavra, afundando um país e colocando seu próprio bolso acima de tudo e de todos. Assim caminha o Brasil.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) Londrina
Vergonhas brasileiras
Constituído para ser o mais forte sustentáculo da democracia, o Judiciário brasileiro, lento, de decisões demasiadamente tardias e atrelado a uma aberrante legislação que mais favorece do que penaliza os criminosos, principalmente os do colarinho branco, contribui incisivamente para a nossa imagem ruim aos olhos do mundo. Três recentes exemplos mostram isso. O primeiro: Paulo Salim Maluf foi condenado pela Justiça americana por "lavar" dinheiro num banco nova-iorquino, recursos esses produto de fraudes em obras quando era prefeito de São Paulo. Se sair do Brasil, poderá ser preso pela polícia internacional, mas aqui, paradoxalmente, nem foi condenado. Exerce a atividade parlamentar e pertence à base aliada do governo federal. O segundo: Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, foi preso na Itália, enquanto que o terrorista Cesare Battisti, condenado na Itália, goza de ampla liberdade em território brasileiro. O terceiro é caso mais vergonhoso. Após 23 anos a nossa Justiça declara Fernando Collor de Mello inocente das acusações sobre corrupção quando foi presidente da República, apesar da riqueza de detalhes e evidências das suas falcatruas, expostas na mídia na época, que culminaram com a cassação do seu mandato. Foi um presidente que confiscou a poupança e arruinou criminosamente a economia dos brasileiros, levando muitos à bancarrota em seus negócios. O anúncio da sua absolvição é uma grande frustração. Pior foi ouvi-lo bradar da tribuna do Senado ser vítima de injustiça e pedir o seu mandato de volta. "Aplausos" para a picardia da malandragem e à vitória da desonestidade.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Troco na Zona Azul
Quem recebe bastante do povo tem que oferecer pelo menos um pouco a esse mesmo povo. O que não posso admitir é usar o troco da Zona Azul, que deveria ser devolvido aos usuários dos parquímetros, para proceder qualquer tipo de "assistência". Conheço várias entidades filantrópicas em nossa cidade e tenho certeza de que nenhuma delas teria a coragem de proceder dessa maneira.
ANTONIO FIORINI MASSARO (autônomo) Londrina
Basta
Dizer um basta à facção Lulista, que pretende se perpetuar no poder, é uma questão de honra e lucidez para todos os brasileiros ainda não corrompidos pelo espírito da corrupção. O principal fator dessa indignação já nem é mais os rombos financeiros no patrimônio público, nem o fato de que são todos incompetentes para administrar um país da importância e a complexidade do Brasil. O mais deprimente é perceber que o PT é ponta de um iceberg de magnitude mundial, que tem objetivos claros de subverter a mente da classe pobre para dar sustentação aos seus objetivos torpes de dominar o mundo, em detrimento do espírito da liberdade individual e das classes sociais.
JOSÉ CARLOS DE CAMARGO RIBAS (representante comercial) - Piraí do Sul
Correção
■ Ao contrário do que publicado na matéria "Tecnologia é aliada em situações de emergência" (Mercado Digital, 15/5), dos cães que se perdem, 41% não são encontrados. Para gatos, este índice é de 75%.
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