OPINIÃO DO LEITOR
Vela para mau defunto!
Com relação às notícias de que Maringá tem dívida (portanto, capacidade de endividamento/investimento) maior que à de Londrina e até mesmo que da própria capital, se assim é, dizem os analistas, é porque a representatividade política daquela cidade é ótima e, por conseguinte, a nossa é péssima. Aí a gente se indaga: o londrinense não sabe votar, é ignorante, atrasado? Não, o que ocorre é a péssima legislação política que permite que um representante de uma cidade obter votos em outras regiões. Assim, se um político não consegue votos em sua cidade base, pois não conta com apoio e simpatia dos eleitores locais, ele os consegue em outras regiões perfazendo o número necessário para se perpetuar no poder. Assim, é evidente que todos os seus esforços serão carreados para lá. Jamais ele irá acender velas ao mau defunto, ou seja, a nós aqui em Londrina. Qual a solução? A candidatura de novos expoentes políticos, pois o colégio eleitoral daqui é enorme e, com certeza, bateria fácil os eleitores de "carteirinha" que votam sem saber quem estão elegendo.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Desapropriação de casas
Moradores do Jardim Albatroz estão revoltados com a Infraero. O motivo foi a negativa de desapropriação das casas. Disseram para ninguém vender, não reformar, etc., que tudo seria derrubado para ampliação do aeroporto. Tudo seria desapropriado pelo governo, mas agora há dinheiro. As residências ficaram praticamente abandonadas (sem cuidados). Os moradores estão decepcionados e vão ter que conviver com o ruído dos aviões, subindo e descendo em seus portões? Quer dizer que essa é outra promessa não cumprida? Vão fazer como muitos políticos que prometem e nada cumprem? Dinheiro existe sim! É só não haver desvios. Sou uma brasileira de quase 80 anos e estou cansada de promessas.
ANTONIA FIERLI BOBROFF (dona de casa) - Londrina
Bom prefeito é...
Gostaria de parabenizar o missivista Rubens Romagnolli (Opinião, 11/5) que sintetizou o pensamento do povo do bem de nossa cidade.
ANTONIO F. MASSARO (contabilista) - Londrina
Corrupto, omisso, nulo
Na eleição em outubro o eleitor tem essas três opções: votar em um corrupto, escolher um político omisso ou anular o voto. O resultado será o mesmo. Só vão mudar as coleiras porque a cachorrada continuará a mesma. O político brasileiro perdeu a vergonha na cara. Quem não está desviando recursos públicos, está assistindo, portanto, sendo conivente. Nessa altura não sei quem é pior: o corrupto ou quem não cumpre o seu papel de fiscalizar e denunciar. Por isso, concordo com o sr. Ivan Chubaci (Opinião, 12/5), já passou da hora do Exército botar essa turma para correr. Chega de corrupção! O povo não aguenta mais!
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo) - Santa Mariana
Poder sem limites
Em recente entrevista em Portugal, Lula disse que o julgamento do mensalão foi 80% político e 20% jurídico, fazendo uma miscelânea de coisa séria com politicagem barata. Como podemos aceitar a afirmação de um ex-presidente que um dia jurou defender a Constituição, e tem a ousadia de pisoteá-la e virar-lhe as costas com tal desrespeito aos poderes constituídos? No caso em questão, o Poder Judiciário em sua última instância, o Supremo Tribunal Federal. Teve ainda a ousadia de dizer que indicou seis ministros que compõem o STF e, mesmo assim, o julgamento político aconteceu. O STF deveria convocar Lula, e quem mais se doer por ele, para explicar essa desfeita e tentar reverter esse depoimento infeliz para que o país não caia novamente em descrédito. É o que está ocorrendo com esse índice de corrupção no país.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
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