OPINIÃO DO LEITOR
Inverdades e politicagem
Fico pasma quando vejo tantas propagandas do governo nos horários "nobres" da televisão. Veiculam "fantásticas" reportagens com "inverdades", como aquela que diz que a mulher agora está mais confiante e tem "parto humanizado", onde isso está acontecendo? Cansei de ver reportagens de mulheres dando à luz no meio da rua porque os hospitais públicos estão lotados ou não atendem por falta de médicos, falta de estrutura ou mesmo falta de "humanização". Sem falar nas outras propagandas enganosas que "frisam" as milhares de moradias entregues pelo programa "Minha Casa Minha Vida", que quando chove demais começa a "cair na cabeça". Mesmo assim, o pobre tem que pagar pelo imóvel senão a Caixa pega de volta! Em ano de eleições promessas, depois "vai tudo para o arquivo morto" e ninguém não toma providência. Cadê o combate ao crime organizado? Cadê o trem-bala? Cadê o fim da inflação?
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) Londrina
Saúde mental infantil
Muito boa a matéria "Saúde mental infantil vive quadro de abandono" (Reportagem, 4/50. O caos está em todo o sistema público de atendimento aos transtornos mentais. Particularizando Londrina, os CAPS não recebem a atenção necessária. Na gestão do então secretário de Saúde, Agajan der Bedrossian, entregamos um trabalho conjunto da Associação Londrinense de Saúde Mental, HU, UEL e os CAPS com diversas sugestões, tais como: quadro de servidores próprios e compatível com a demanda para os CAPS; internamento em hospitais gerais do Estado; construção de um CAPS escola anexo ao HU; aumento das vagas de residência psiquiátrica no HU. Trabalho extenso e que merece a atenção das autoridades.
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) - Londrina
Alvorada e o ICMS ecológico
Enquanto o planeta inteiro se cotiza para se tornar um ambiente coerente e sustentável, a Prefeitura de Alvorada do Sul rema contra esse objetivo, penalizando os proprietários das chácaras (111 unidades) do loteamento Riviera do Nascente com taxação de IPTU em 3% do valor venal nas áreas de preservação permanente (APPs), isto é, áreas que não são passíveis de construção e que indiretamente pertencem a DuKe Energy e não poderiam de maneira alguma serem taxadas no Imposto Territorial Urbano, mas que a prefeitura insiste na cobrança, contrariando a lei do ICMS ecológico. A maioria dos proprietários não é eleitor da cidade, talvez por isso exista essa falta de interesse em resolver o problema.
FLAVIO LUIZ ZAPPAROLI (servidor público) - Londrina
Só poeira
Em resposta ao leitor Paulo M. Acquarole (Opinião, 2/5), informo que desde o ano passado tenho acompanhado a situação da CMTU e realizado um trabalho de fiscalização efetiva naquela companhia. Se acompanhar o noticiário, verá que frequentemente a imprensa noticia falhas no gerenciamento da CMTU. Como presidente da Comissão de Finanças da Câmara tenho a prerrogativa de fiscalizar as licitações e contratos públicos. O próprio presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, afirmou ter feito contratos verbais com os prestadores de serviços. Essa situação não pode ocorrer em uma administração pública. Sobre a quantidade de cópias, foi a CMTU que decidiu enviar os dados dessa maneira. No ano passado, recebi parte dos pedidos de informação em CD. Como agora não existe essa possibilidade de envio em CD? A fiscalização de licitações não pode ser considerada motivo pífio para a solicitação de pedidos de informação. E quanto à "poeira", eu concordo com o senhor. Temos que tirar a poeira da velha política e arrumar o que encontrarmos debaixo dela. Só assim iremos melhorar a nossa cidade.
MARIO NETO TAKAHASHI (vereador) Londrina
Correção
Diferentemente do publicado na matéria "Idosa morre com dengue no HZN" (Cidades, 1/5) a costureira Maria José da Silva não era fumante.
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