Nomes de militares
Esse projeto do deputado estadual Professor Lemos (PT) de retirada de nomes daqueles que governaram durante o período militar, ou que dele participaram, demonstra bem a mediocridade de membros da Assembleia Legislativa, notadamente dos integrantes do PT sempre voltados a macular de forma ignóbil aquele pedaço de nossa história na vil pretensão de assegurar sua permanência no poder, incapazes de apresentar questões de real valor que beneficiem a nação de forma isenta e sem locupletação. A contrarrevolução de 1964 foi providência que se impôs, bravamente desempenhada pelas Forças Armadas apoiadas por toda sociedade, entidades culturais, religiosas, de classe e pelo povo, impedindo a transformação do Brasil em outra Cuba. Pejorativamente chamada de "ditadura", jamais fui sequer admoestado em toda aquela fase, embora viajando constantemente por todas as regiões do Brasil devido as minhas funções, evidentemente porque trabalhava e cuidava de minha família, não ficava pelas ruas promovendo badernas, vandalismos e jogando bombas nos quarteis.
JOMAR CORDEIRO DA SILVA (advogado)- Rolândia

A absolvição de Collor
De caso pensado, com a assessoria jurídica de primeira linha, Collor conseguiu seu intento de se tornar um cidadão livre das mazelas que lhe foram imputadas na época de seu "impeachment". Manobra de um mestre da manipulação da mídia e da população, que um dia confiou nele elegendo-o a presidente da República. Isso
é um desrespeito à Justiça e ao cidadão de bem. Envolver o STF nessa trama insólita é no mínimo um ato vergonhoso, mesmo sendo legal. Caso configure que o ex-presidente não cometeu crime, como fica a situação do "impeachment"? Estará abrindo uma porta enorme de indenização contra o governo? Com essa manobra de Collor, os membros do mensalão têm uma escola de como limpar seus nomes.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Obras irregulares
Boa iniciativa essa da Câmara de Vereadores criar uma comissão para tratar dessa situação da emissão de alvarás para construção de imóveis com projetos visivelmente irregulares à luz da legislação vigente e, mais ainda, emissão de Habite-se para essas construções. Certo é que as construções não poderiam ter sido liberadas enquanto o projeto não atendesse às disposições legais vigentes. Como esses projetos transitaram na esfera administrativa competente da Prefeitura de Londrina, deve ser fácil descobrir quem autorizou já que, presumo, estão arquivados devidamente. Agora, há construções em pleno andamento visivelmente irregulares. Cito o exemplo de um imenso barracão que está sendo construído na Rua Guilherme da Mota Correia próximo ao novo Terminal Oeste. Ocupa todo o terreno, sem respeito ao recuo legal. Onde está a fiscalização e por que projetos assim são aprovados, abrindo precedentes que, certamente, permitem ações judiciais defensivas? Parece claro que a falha não está em quem consegue aprovar projetos passando por cima da lei usando algum artifício, mas está principalmente lá na prefeitura onde esses projetos são aprovados. É preciso urgência para resolver o assunto antes que novos projetos sejam aprovados ao arrepio da lei e que obras irregulares não prossigam.
EDGAR BAER (advogado) – Londrina

Ponto de ônibus na BR-369
Há alguns meses foi aberta uma rede atacadistas na Avenida Tiradentes (BR-369). A loja conta com mais de 100 funcionários e muitos deles utilizam o transporte público, bem como pessoas que se dirigem a esse estabelecimento para compras. O ponto de ônibus urbano mais próximo fica a aproximadamente 400 metros e esse percurso é feito às margens de uma rodovia com trânsito intenso e veloz. Lá não há acostamento nem calçada e os pedestres arriscam suas vidas. A colocação de um ponto de ônibus em frente à loja não acarretaria nenhuma despesa, somente de boa vontade da prefeitura e respeito à vida das pessoas.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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