OPINIÃO DO LEITOR
Menores, criminalidade e educação
As reflexões do professor Rodrigo Faucz no artigo "Imputar menores de idade não é solução"(Espaço Aberto, 29/4) são bastante consistentes. Políticas repressivas pouco têm progredido na redução de crimes, notadamente cometidos por menores, mantidos na impunidade por conta das leis. No entanto, nota-se a rançosa relação da culpa pela ausência de direitos básicos como moradia, educação, alimentação, trabalho, saúde, cultura, lazer, com "tudo aquilo que apenas as classes economicamente favorecidas têm acesso", no dizer do articulista. Evidentemente, a referência é a classe média. Gostaria de lembrar que, se hoje somos economicamente favorecidos, isso não veio de graça e teve a participação de velhos governos muito mais preocupados com a educação que qualquer outro dos últimos 40 anos. Frequentamos a escola pública, referência de qualidade na época. Por incentivo e exemplo dos pais, começamos a trabalhar muito cedo sem que a lei imputasse a pecha de "exploração do trabalho de menor", tal qual ocorre hoje. Para alcançar as condições elencadas estudamos e trabalhamos, respeitando pais e professores. Em razão da austera disciplina imposta pela escola e o lar, é que hoje formamos o contingente de pessoas que não rouba, não assalta, não mata, não se droga e nem trafica, mas que é o mais ameaçado pelas políticas de restrição à liberdade, por bandidos, políticos corruptos, impostos extorsivos e cultura contaminada com o que há de pior em matéria de ideologias, arte, literatura e meios de comunicação. Não é culpa da classe média as agruras dos mais pobres. A classe média não é santa, mas imputar a ela o desprezo dispensado pelo poder público às demandas de uma sociedade em acelerado crescimento é, no mínimo, ingenuidade e, na pior das hipóteses, uma maldosa cegueira.
ROSÂNGELA HALFELD BONICONTRO MIRANDA
(bancária) - Londrina
Índios x CMTU x políticos
Os índios suruí (de Rondônia) estão usando smartphones para monitorar o desmatamento da Amazônia e vendendo créditos de carbono para preservar a floresta. Enquanto isto, em Londrina, a CMTU ainda não adquiriu um scanner para economizar papel e, consequentemente, preservar as árvores. Numa disputa de forças entre a referida Companhia de Trânsito e um vereador foram tiradas 82,5 mil folhas de fotocópias, acomodadas em 29 caixas, utilizando-se 45 dias de trabalho e zero por cento de bom senso e ética. O desrespeito com a sociedade e com a natureza é tamanho, que tenho vergonha de dizer aos índios suruís que somos civilizados.
AMARILDO PASINI
(engenheiro agrônomo) Londrina
Partido dos aposentados
O Brasil tem 32 milhões de aposentados, todos eleitores. Com toda essa massa poderia criar um partido e eleger quantos deputados federais, estaduais, senadores e governadores e até eleger um presidente. Hoje são desrespeitados pelo Estatuto do Idoso, pelas cláusulas pétreas da Constituição, sobre o direito de se aposentar. Aposentados são indivíduos experientes, sensatos, então, deveriam se unir para somar força e tirar esse fator previdenciário das aposentadorias de quem já trabalhou por mais de 35 anos e mudar algumas coisinhas ruins que estão prejudicando este país. Você ainda vai ser um aposentado, mude seu voto para mudar este país.
OSMAR CARVALHO
(contador) Londrina
Fidelidade de Dilma
A presidente Dilma diz confiar na fidelidade de Lula. Coitada! Mal sabe ela que para o PT os fins justificam os meios. Ou seja, para o PT se manter no poder vale tudo. Se o PT e Lula acharem que ela pode perder a eleição, será simplesmente afastada. Que o digam os irmãos do Celso Daniel e os mensaleiros.
JOSUÉ GROTTI
(aposentado) - Londrina
Frente a frente
Estamos vivendo mudanças bruscas em nosso dia a dia. A cada momento somos surpreendidos com novidades na política, economia, segurança, educação e no meio religioso. E tudo que fazemos é aceitar e ficarmos de braços cruzados. Já não sabemos se aceitarmos é o correto ou se negá-lo seria eficaz.
ALGIMIRO SANTANA
(gestor público) - Londrina
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