Nome de ditadores
Li na FOLHA que um grupo intitulado "Levante Popular da Juventude do Paraná" mudou o nome da Avenida Castelo Branco em Londrina por um outro. Já que eles estão com tanta vontade de acabar com a ditadura, poderiam ir até Divinópolis (MG) e mudar o nome do campus da Faculdade Federal de São João del Rey. Sabem qual é o nome? Campus Dona Lindu, nome da mãe do ex-presidente Lula. Já que querem banir os ditadores, agradeceria se fossem a Minas Gerais e mudassem o nome desse campus também.
ALDO PEDALINO (dentista) - Londrina

Mudar a lei
Nosso país possui leis que vazam literalmente pelo "ladrão". A todo momento, temos lei protegendo e oferecendo condições de subsistência, que nós reles mortais estamos longe conseguir, à escória que pratica todos os tipos de contravenções. Já passou da hora de nossos governantes reverem essa parafernália de leis que serve para sustentar a criminalidade em todas as esferas. É justo que todo transgressor, seja qual for o delito, pague de forma a oferecer retorno à sociedade e não ficar como parasita esquematizando a próxima delinquência. Enquanto cidadão pagador de impostos, almejo ver todo transgressor construindo seu próprio presídio em local onde sua sobrevivência dependerá da sua própria mão de obra. Basta de hipocrisia, vamos unir nossas forças e exigir das autoridades mudanças.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (professor) – Londrina

Ayrton Senna
Se quiser ver Ayrton Senna em ação, olhe para o céu em noite estrelada com os olhos d´alma. Ele agora é eterno piloto da escuderia dos anjos, na fórmula celestial. Senna continua largando na primeira posição localizada na Estrela D´Alva, percorrendo o seguro circuito da Via Láctea, em direção ao pódio instalado na constelação do Cruzeiro do Sul. Acomodados na tribuna de honra, um velho sorridente e bondoso, uma senhora lindíssima, um simpático carpinteiro e um camarada com cicatrizes na testa, no peito, nos pés e nas mãos. Nelas, uma radiante pombinha branca. Nas arquibancadas, legiões de anjos, arcanjos, querubins e serafins cantam em coro: dá-lhe Senna! E se você forçar um pouquinho mais os olhos, poderá ver em suas mãos, mesmo que encharcadas pelas lágrimas de milhões de pessoas de todas as cores e de todos os credos e de todos os cantos, uma enorme bandeira brasileira.
PARREIRAS RODRIGUES (jornalista) – Curitiba

Governos militares
Causa mal-estar ler texto de alguém apoiando o golpe militar. Em 1985, quando os militares deixaram o poder, 33% da população viviam na mais absoluta miséria. Muitas pequenas propriedades foram transformadas em poucas grandes fazendas. Os pequenos proprietários nem passavam nas portas dos bancos, pois todo o dinheiro para financiar a agricultura ficava com os latifundiários. Imprensa calada, pessoas torturadas, educação de pior qualidade é o que tínhamos. Como diz o ditado o pior cego é aquele que não quer ver. Após a democratização, o movimento sindical de trabalhadores rurais, ligado à Fetaep, conquistou o Pronaf que no ano passado financiou mais de R$ 20 bilhões para os agricultores familiares, conquistou aposentadoria de um salário mínimo para o homem aos 60 anos (antes era meio com 65 anos), conquistou aposentadoria da mulher com 55 anos, auxílio maternidade para trabalhadoras rurais. Qual é a porcentagem de pessoas que vive na miséria hoje no Brasil se comparada com os governos militares? Tortura nunca mais! Viva a democracia.
PAULO ROBERTO SANITÁ (agricultor familiar) - Tamboara

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