OPINIÃO DO LEITOR
Novela do Habite-se
Sobre a novela dos Habite-se, não é possível que irregularidades em obras de tal porte tenham passado despercebidas pelas autoridades competentes. Agora, depois de prontas e em pleno uso, inicia-se uma verdadeira batalha no afã de desfazer o que foi feito, esquecendo-se dos benefícios que tais obras e as empresas que ali se instalaram trouxeram para Londrina. Isso é um absurdo. O mais interessante é que até o MP pega carona nessa lengalenga. Depois vem as lamúrias de que Londrina encolhe enquanto Maringá se desenvolve.Garanto que por lá isso não acontece. Essa é mais uma das várias artimanhas que o mundo político usa para infernizar a vida de quem está fazendo alguma coisa ou mesmo trabalhando em prol da cidade. Os políticos deveriam se unir para ajudar a angariar mais corajosos a vir para Londrina e contribuir com seu progresso.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) Londrina
Cristo Libertador
O Cristo Libertador, após percorrer uma senda de longínquo martírio, aportando na Universidade Estadual de Londrina, onde deveria ter seu merecido sossego, por se tratar de instituição que conta com o curso de Artes Plásticas, simplesmente fora desprezado, por conta de ser laica. Com essa "história", os prejudicados são os alunos que frequentam a UEL, sem dizer que Londrina também perdeu. Que pena! Enfim, depois da dolorosa trajetória, perfazendo um sinuoso caminho, que desenha um V de vitória, a obra ancorou em Ibiporã, onde foi acolhida com deslumbrante honras e festas merecidas! E lá ficará, com toda certeza, não só como atavio, mas também para alegrar a alma de seus ilustres visitantes! O mavioso texto escrito com maestria pela jornalista, Ana Paula Nascimento ("Criador e criatura", Folha 2, 25/4), ratifica a transcendência da magnificência beleza, paz e amor com que, o artista Henrique de Aragão esculpiu o fascinante "Cristo Libertador." Hermann Hesse complementa: "O princípio da arte é o amor. O valor e alcance de toda arte serão determinados sobretudo pela capacidade de amar do artista". Parabéns secretário municipal de Cultura e Turismo, Júlio Dutra, e povo daquela prodigiosa cidade que tiveram a sapiência de acolher um ícone sagrado.
APARECIDO GUERGOLETTE (professor) - Londrina
Acidentes e imprudência
Após o feriadão sempre se contabiliza o número de mortos, principalmente nas rodovias. O excesso de velocidade, o desrespeito à sinalização de trânsito, além da embriaguez são os principais causadores de tantas tragédias anunciadas. Não adianta correr das estatísticas, vá devagar para não se transformar em apenas mais um a menos.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
Nariz Vermelho
O Festival Nariz Vermelho trouxe um alento por onde esteve. Não posso negar minha resistência em ir até a Concha Acústica às 19h com um bebê de 1 ano e meio. Mas houve um encantamento no ar: durante a apresentação a cidade sorriu, aplaudiu, integrou aos espaços públicos homens, mulheres, crianças, bebês. Gerações se comunicaram, esquecendo por um instante do caos da cidade. Assim aconteceu durante todo o evento de quase uma semana. Artistas de Londrina e representantes de todo o Brasil estiveram aqui revitalizando espaços e a alma. O domingo foi selado com a integração da Biblioteca Viva itinerante ao Zerão, às pessoas, à cidade. Quem patrocinou pode ter a certeza que, por um momento, Londrina trocou o pé cansado de tantos tropeços pela alegria do Festival Nariz Vermelho. Quem organizou pode colocar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos e já sonhar com a próxima edição.
ANA PAULA ROSSETTO GARCIA CARDOSO (fisioterapeuta) - Londrina
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