Saúde brasileira
O Conselho Federal de Medicina divulgou recentemente dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que veio escancarar verdades perturbadoras. Em 2013 o governo federal gastou pouco menos de R$ 4 bilhões em infraestrutura da saúde; muito menos do que fora gasto com estádios e armamentos, por exemplo. Segundo o estudo, nos últimos 13 anos, mais de R$ 47 bilhões deixaram de ser investidos na saúde brasileira. Essa quantia se refere à diferença entre o montante autorizado para gastos com a saúde e aquele efetivamente gasto. Isso quer dizer que, em 13 anos, R$ 47 bilhões poderiam ter sido gastos em infraestrutura da saúde e não o foram. Esta discrepância demonstra a incompetência e o desleixo com que o governo federal vem tratando a saúde brasileira em suas últimas administrações. Nesse sentido, não tem como esquecer do programa mais médicos, tratado como o bastião na "salvação" da saúde no Brasil. Este programa é uma mentira desde a sua gênese, e assim segue seu caminho pervertido, como observamos todos os dias no noticiário. Os números divulgados sobre a falta de investimentos em infraestrutura na área da saúde vêm apenas escancarar uma realidade há muito denunciada pelos médicos e demais profissionais da área, mantida debaixo do tapete pelo governo federal. A penúria da saúde nacional, jogada injustamente nas costas dos profissionais médicos, mostra agora seu real culpado.
JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) - Londrina

Privatização da água
A privatização da água é um tema espinhoso que certamente repercutirá para os candidatos aos governos nas eleições de outubro. De um lado, estão as mudanças climáticas e a crescente escassez de água potável no mundo, o que torna este líquido precioso motivo de conflitos entre as nações. Do outro lado, está o avanço de grupos empresariais privados que enxergam na privatização da água uma oportunidade rara e única de obter lucros estratosféricos. No meio dessa contenda está a população e os governos. Estes buscam dinheiro para fazer caixa e não possuem uma política pública eficaz, de envergadura e consistente para resolver os sérios problemas do saneamento pelo qual passa e sofre a população. Ainda é um sonho e desafio hercúleo a universalização do saneamento com acesso à água tratada e coleta de esgoto em todo País. Dessa forma, tentativas demagógicas de governos mal-intencionados em reduzir na privatização da água a solução dos conflitos soam como mais um engodo ou, no mínimo, falta de clareza e seriedade no trato com a coisa pública de um líquido vital e imprescindível para a sobrevivência da espécie humana sobre a face da Terra.
ANTONIO SERGIO NEVES DE AZEVEDO (estudante) - Curitiba

Torcida do Coritiba
Como torcedor do LEC e do futebol brasileiro, gostaria de contar com apoio e ajuda da diretoria do Tubarão e autoridades de nossa cidade, no sentido de que esses vândalos da capital, travestidos de torcedores do Coritiba, sejam proibidos de entrarem no estádio do Café e em nossa cidade nos jogos do Londrina. Que os torcedores do Coritiba sejam considerados "personas non gratas" em Londrina. Querem brigar e fazer vandalismo, que façam no Couto Pereira. Como fizeram no jogo contra o Fluminense em que foram rebaixados para a série B do Brasileiro. O Coritiba deveria ser penalizado e obrigado a pagar multa e arcar com as despesas e prejuízos que causaram à família de trabalhadores de Tamarana, onde comeram, beberam, saquearam a lanchonete e saíram sem pagar, conforme comprovado através de circuito interno de TV.
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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