OPINIÃO DO LEITOR
Formação de quadrilha
Recomendo a leitura de um bom dicionário para os seis ministros do STF que livraram os condenados do mensalão por formação de quadrilha. O argumento é que votaram contra porque a divergência é conceitual: "Não basta que mais de três pessoas pratiquem crimes. É necessário mais. É necessário que se faça para a específica prática de crimes. A lei exige que a fé da sociedade seja afetada pela intenção específica de cometer crimes" (Política, 28/2). Para condená-los bastava consultar o Dicionário do Aurélio, no item quadrilha: "Quadrilha é bando de ladrões, assaltantes ou malfeitores". Por acaso eles são "os vírus dos benfeitores"?
VALDEMAR YAMASHIRO (engenheiro civil) - Londrina
Mensalão
É trágico para o mundo jurídico ouvir o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, afirmar "esta é uma tarde triste para o STF", ou ainda, durante o julgamento dos recursos dos "quadrilheiros" do mensalão que o ministro Luís Roberto Barroso entrou no STF "com seu voto pronto" e que os argumentos adotados pelos ministros vencedores foram "pífios". Também não podemos olvidar que os votos, principalmente dos ministros Ricardo Levandowski e Dias Tófoli claramente "parceiros" do PT, somente podiam ser favoráveis aos interesses dos mensaleiros condenados. O surpreendente é que as ministras Carmem Lúcia e Rosa Weber tão zelosas com seus julgamentos também aderiram aos seus "cumpanheiros" de Corte. Realmente foi uma tarde muito triste não só para o STF, mas também para a população brasileira que esperava que a impunidade estivesse com os dias contados. Qual será nossa esperança no Judiciário?
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) - Londrina
Coitado do Joaquim
Foi de dar pena a decepção estampada no rosto do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, comentando a decisão do Supremo de liberar os réus do mensalão do crime por formação de quadrilha. Isso os fará ganhar a liberdade em um ano. Joaquim voltou para casa derrotado, indignado, frustrado, como todos nós, patriotas brasileiros. Venceu a corrupção. Como disse o ministro: "O resultado foi pífio em vista do grande esforço para fazer-se cumprir a lei". Agora, me digam, qual seria a pena desses réus se o julgamento fosse na China?
JOÃO ALBERTO TWARDOWSKI (médico) - Guaíra
Minha dívida, minha vida
Em relação ao Editorial "Minha dívida, minha vida" (Opinião, 28/2), o governo federal deveria incluir como pré-requisito do programa Minha Casa, Minha Vida, uma capacitação sobre economia básica e doméstica. Muitas famílias que experimentaram nos últimos anos a facilidade de crédito, prazos longos para pagamento, enfrentam dificuldades em saldar seus compromissos. Presenciei certa vez, uma senhora, de hábitos simples, comentando na fila da loteria que optou em quitar sua dívida junto à operadora de TV por assinatura, ao invés de saldar sua prestação do financiamento imobiliário naquele mês, pois seus filhos não poderiam ficar sem a programação que é ofertada apenas em canais fechados. Provamos do conforto oriundo da melhoria de vida ocorrida nos últimos anos, porém não fomos preparados para gestão disso tudo. Não basta apenas investir na educação das crianças, o País precisa de uma educação continuada que atinja a mão de obra adulta ativa. Atrelar isso aos programas sociais já existentes, é mais fácil.
RAUL VINÍCIUS SCHELLER DE PAULA PIZARRO (gerente executivo) - Jacarezinho
Voz do sinos
Muito bonito o artigo "A fascinante voz dos sinos", do jornalista Walmor Macarini (Espaço Aberto, 27/2) que me levou à memória dos sinos da minha terra, a sempre querida Minas Gerais. Faço uma modéstia contribuição, lembrando os versinhos de algum mineiro anônimo, para o tema: "Sino coração da aldeia/Coração, sino da gente/Um a sentir quando bate/Outro a bater quando sente".
ISALTINO FRANCO CORREIA (cirurgião dentista) Londrina
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