OPINIAO DO LEITOR
Auxílio moradia: legal e imoral
Li com espanto a matéria "CCJ aprova auxílio moradia do Tribunal de Justiça" (Política, 19/2). Não sei o que é pior, o autor desse projeto ou a Assembleia Legislativa (AL) se sujeitar a discutir este projeto. O TJ e a AL primaram em promover a injustiça, proporcionando o aumento da desigualdade social no Estado e no País, onde poucos se deleitam em banquetes e muitos esperam as migalhas que caem do banquete. Infelizmente, o Paraná está perdendo a oportunidade de não pactuar com a mau uso do dinheiro público. Errou o nobre deputado ao justificar o seu voto, observando que os outros estados e também o STF fazem, vamos fazer também. Esse pensamento sucumbiu à sensatez e à justiça social tão propalada. O Judiciário não está acima do bem e do mal. O TJ pecou e maculou a sua credibilidade. Acredito no bom-senso, nas pessoas de bem e na Justiça, e espero que esse projeto não prevaleça.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) Londrina
Para ascender precisa ter classe
Com um novo viés, o Editorial "Para entender a classe C (Opinião, 20/2) poderia ser interpretado de outra maneira. A economia, desde os primórdios da civilização, sempre foi gerada, naturalmente, por princípios rígidos. Voltando um período histórico curto, meados do século passado, do qual dou testemunho, notaremos que a sociedade era composta por duas classes sociais: rica ou pobre. Nessa época surgia um novo estrato que se convencionou chamar "remediados". Recentemente, grupos econômicos, para atender exclusivamente seus interesses, começaram gerar divisões sociais falsas baseadas em sustentações infundadas. O parâmetro de medição começou a ser outro; completamente aleatório. Hoje quem tem televisão tela plana, carro na garagem, geladeira duas portas, etc., tudo isso financiado em suaves parcelas, passou a ser classe "C". Inebriado, alicerçado por crédito farto, esse povo mergulha nas lojas em processo de compra maior que sua capacidade de endividamento e refestela-se. A insensatez lhes tolda a visão. Não percebe que esse "aumento de patrimônio" é fruto de um momento efêmero e que só interessa a alguns. Essa insensatez irá custar caro à nova classe emergente.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina
Armínio Kaiser
O céu de Londrina pôs-se em cores de festa com tapete de tons laranja e cinza para receber o fotógrafo Armínio Kaiser. Tantos acontecimentos neste nosso Planeta, que devia estar faltando, lá em cima, mais gente para registrá-los. Ele, com os fotógrafos Cachimbo, da Universidade Estadual de Londrina, e Santiago Andrade, cinegrafista da rede Bandeirantes atingido em protesto realizado no Rio, deve estar discutindo acerca de luz, foco, profundidade de campo, objetivas... Devem estar decidindo se fotografam primeiro o pôr do sol em Londrina ou os acontecimentos sociais, fervilhantes aqui e acolá. Na viagem da vida passou pelo Foto Clube de Londrina e deixou marcas!LUCINEA APARECIDA DE REZENDE (professora) Londrina
Permissão para o crime
Não há argumentos para os hipócritas dos senadores, que votaram contra a redução da maioridade penal, tentar convencer a quase totalidade dos cidadãos brasileiros. Isso é mais um estímulo para que os "adolescentes infratores" continuem matando, traficando, estuprando e cometendo as mais diversas barbáries que vivenciamos no cotidiano. Deixaram a doença se generalizar e agora não querem dar o remédio amargo que a cure ou que, ao menos, possa fazê-la regredir. Uma vez mais, fica em evidência o famoso e autêntico refrão: "E o povo? O povo que se dane!".
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
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