‘Cadastro de viciados’
É de conhecimento público que a grande maioria dos atos criminosos está ligada aos entorpecentes; ou porque há necessidade de gerar recursos para manter o vício ou porque se contraem dívidas com os distribuidores. Se assim é, seria o caso de reunir um grupo de pessoas influentes e ilustradas para estabelecer um rol de viciados em entorpecentes, um Cadastro Nacional de Viciados. Nesse rol seriam definidas as idades e suas necessidades mensais. Com esse estudo, aproveitando que estamos em ano eleitoral, seria muito fácil editar Medida Provisória criando o "Vale-Droga", a exemplo de tantos outros sabidamente eleitoreiros. Cada viciado, devidamente identificado, receberia seu quinhão mensal. Acabaria ou pelo menos diminuiria muito a ação criminosa, já que poucos iriam roubar, assaltar ou fazer dívidas, salvo os enrustidos.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) – Londrina

Aos bandidos que tentaram nos assaltar
Minha noiva e eu passamos por uma situação humilhante e violenta no último dia 15. Na volta do mercado, às 20h30, dois rapazes tentaram nos assaltar. Fui agredido por um deles e jogado contra o asfalto, mas graças a Deus tive um livramento maior pois o pior certamente poderia ter acontecido. Ficou claro para mim que aqueles dois rapazes muito mais que vítimas de um sistema que oprime, exclui e não visa o bem-estar do cidadão como prioridade de governos, eram mais dois exemplos do que a droga faz com as pessoas. Queriam dinheiro, muito provavelmente para abastecer o cérebro de crack, cocaína, álcool, maconha ou tudo isso junto. Não levaram nada, apenas minha paz e trouxeram ainda mais viva algumas reflexões. Enquanto nossos políticos não pararem com essa mania imbecil de empurrarem um para o outro sua obrigação de cuidar da coletividade, enquanto estiverem mais preocupados com aparência do seu (des)governo - municipal, estadual, federal - do que com as verdadeiras necessidades do povo, certamente mais pessoas experimentarão o que passei. Como profissional, convivi com presos no Projeto do Cursinho da PEL 2 (que como todo bom projeto social é tratado com descaso pelo governo, que ainda não nos pagou o mês de dezembro de 2013) e sei que o homem, quando quer e tem Deus no coração, é capaz de mudar sua história. Por isso, mesmo estando me sentindo mal, espero que esses jovens ainda tenham noção que a vida, muito mais que nossos políticos, merece uma segunda e decisiva chance de ser melhor e de fazer realmente sentido.
EDUARDO LUIZ BACCARIN COSTA (professor) – Londrina

Atenção no trânsito
Lembre-se: dirigir é hora de atenção e paciência. Evite práticas perigosas: música em volume exagerado, assistir a DVDs, falar ao celular, dirigir com apenas uma mão e o mais importante, evitar bebidas alcoólicas. Quem vai para o trânsito precisa negociar espaço e não competir. O trânsito só vai mudar quando as pessoas mudarem. Se você não tem educação e respeito por outra pessoa, não é no trânsito que irá mudar, pois carros/motos não andam sozinhos. O brasileiro ainda vê o bom motorista como um babaca, não existe reconhecimento do outro. O trânsito de Londrina ficou pesado porque a cidade cresceu muito.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá

Que dúvida é essa?
Com relação à matéria "Vereadores têm dúvidas sobre aluguel" (Política, 23/2), confesso que não consigo entender tais dúvidas. Se uma empresa como a Atos vai faturar anualmente R$ 94,5 milhões, como justificou o prefeito Alexandre Kireeff, precisa de ajuda mensal do município de R$ 19,5 mil para pagar aluguel? Uma sugestão, que os vereadores favoráveis e o prefeito façam uma vaquinha e doem mensalmente à empresa. É muito bom a vinda da empresa, mas brigar por essa mixaria mensal é brincadeira de mau gosto.
CÉLIO GUERGOLETTO (professor) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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