OPINIÃO DO LEITOR
Terra do Nunca
O desgoverno continua país afora. É a violência tomando conta de tudo: do campo, das cidades. É a falta de compromisso do governo com a educação e a saúde, porque o governo como um personagem humorístico "só pensa naquilo": a eleição! E deixa que o povo se exploda. No Rio, a baderna é total nas manifestações que demonstra o estado de frouxidão das leis e toma contornos de história infantil com a presença da personagem "Sininho". Só falta aparecer o Peter Pan, a Wendy, o Capitão Gancho, pois o Brasil é a Terra do Nunca: aqui ninguém nunca é punido e tudo acaba com o pó de pirlimpimpim.
Racismo no futebol
O jogador Tinga, do Cruzeiro, foi alvo de manifestações racistas por parte dos torcedores do Real Garcilaso, no Peru. Parecia que todas as barbaridades já tinham sido vistas no futebol sul-americano, mas dessa vez os peruanos conseguiram se superar. Ao mesmo tempo em que todos os países no mundo tentam vencer as barreiras do racismo nos campos, e fora deles, parece que a América do Sul conseguiu retroceder nesse sentido. Existem poucos relatos de manifestações similares em estádio de futebol por aqui, mas o que aconteceu no Peru acende um sinal de alerta, ou ao menos deveria. A violência já era famosa e rotineira. Pedras, garrafas e os mais estranhos objetos são atirados no campo, falta de estrutura e desorganização geral para times e público são características e a educação nunca foi exemplar. Mas racismo é novidade, ao menos nos tempos recentes. Fica a dúvida se a Conmebol, tão rigorosa em punir clubes brasileiros, vai tomar alguma atitude contra os peruanos.
Cidade fora da lei
Londrina, certamente, tornou-se uma cidade fora da lei. Ninguém respeita leis de trânsito, do silêncio, ambientais, etc. Como a CMTU e a Câmara de Vereadores toleram o desmando da empresa terceirizada na capina e roçagem? Prestam um serviço sem qualidade e denigrem a imagem da cidade. Pior é que recebem e ninguém fiscaliza! A cidade está imunda! Dinheiro do povo é capim? Ao invés de conceder títulos honoríficos (puxa-saquismo), por que não trabalham? Exijam o rompimento do contrato e a demissão do presidente da CMTU, mas façam alguma coisa!
Corrente do bem
É tempo de união. O povo precisa dar as mãos. Londrina está pedindo aos seus moradores: "Olhem para mim, sou a mesma cidade, não mudei, vocês é que esqueceram de mim e acreditaram em quem não devia, mas o passado já se foi, está enterrado". Vamos olhar para o futuro que podemos construir agora no presente. Vamos dar nossas mãos, limpar Londrina e fazer nossa parte: consertar nossas calçadas, plantar flores nos nossos jardins, pintar muros, limpar terrenos que compramos para investimento, colocar o lixo na rua em melhores condições para não se espalhar, reciclando-o e separando-o para facilitar a vida de quem recolhe. Isso é um projeto de vida, e podemos começar a pensar nisso. A hora que eu fizer o meu vizinho também vai fazer, e assim, criamos uma corrente do bem. Não vamos deixar isso somente na responsabilidade do poder público. Vamos fazer nossa parte. A cidade é nossa, escolhemos ela para viver, então, que tal darmos o pontapé inicial, consertando nossas casas, depois as ruas, depois os bairros? Quem sabe assim faremos uma Londrina melhor para se viver.
Globalização
Gastei R$ 200 e, com duas notinhas, comprei o direito de usar um tênis. Essa simples compra me define como um brasileiro da classe média, insensível às desgraças do capitalismo. Um brasileiro, como vários outros, que não se importa com as rachaduras das mãos pela qual o meu tênis passou. Aparentemente, não me aflige que essas mãos são movidas por um ser que recebe centavos por um trabalho que dura horas. Tais fatos são uma realidade da globalização vigente, uma que serve aos interesses de poucos, outra que perpetuamente eleva os magnatas enquanto afunda o trabalhador. Somos brasileiros ignorantes e apáticos, idolatrizamos o consumismo sem preocuparmo-nos com os milhões sem futuro.
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