Auxílio moradia para juízes
Os nobres magistrados do Paraná já recebem suficientemente bem para adquirirem imóveis para moradia ou então alugar. É vergonhoso ver a Assembleia Legislativa perder tempo valioso para conceder benefícios só para os membros dos Três Poderes. Não bastasse a demora nos julgamentos, nossa Justiça é culpada pelo aumento da criminalidade, corrupção, etc., já que a impunidade incentiva tais práticas. Por que não discutimos o fim dos recessos que existem no Judiciário e criamos apenas um que será contado como férias, como qualquer outro brasileiro. Por que não discutimos a implantação de metas de finalização de processos e tempo máximo de permanência em uma fase de recurso? Sem recesso e com compromisso de produção, aí sim eles poderiam ganhar algo mais, até mesmo auxílio moradia, desde que o solicitante, sua esposa e filhos dependentes não possuam imóvel na localidade na qual o magistrado responde por uma Vara. Alegar que seus ofícios exigem responsabilidade em demasia cai por terra, se pensarmos pelo que está passando um motorista de ônibus ou um policial militar destacado para acompanhar uma manifestação.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

Somos culpados!
Às vezes, só criticamos e ficamos ausentes dos problemas comunitários. Ficamos distantes e não nos relacionamos com os poderes públicos. Na democracia o poder vem de nós que delegamos poderes para que os políticos dirijam as ações em nosso nome. Eles têm que atuar com projetos que atendam nossas necessidades. Cada vez que a gente se omite e fica quieto achando que são coisas que só o governo pode resolver, estamos abrindo mão de poderes oriundos da democracia. Somos culpados pela violência em nossos lares e por votar em políticos que promovem a impunidade, favorecem a especulação, o roubo generalizado, a corrupção endêmica (institucionalizada em todos os níveis). Somos todos culpados pelos milhões de desenganados, os excluídos sem ter um canto para o sono e o sonho, os que vivem e se alimentam do esgoto social, comendo as sobras do que cai das mesas dos ricos insensíveis. Somos todos culpados e queremos gritar, praguejar, pelos sequestros, assaltos, viciados em drogas, furtos. Votamos em larápios e queremos gritar contra os que assaltam com arma branca, tão infame e vil quanto aqueles que se elegeram soberbos políticos vaidosos.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (jornalista) - Londrina

Protestos e violência
Concordo com o Editorial da FOLHA "Violência dos black blocs" (Opinião, 11/2) sobre a violência que vem assustando a população por meio de indivíduos infiltrados nos protestos, que procuram um motivo para poder agir de maneira violenta. Porém, gostaria de fazer uma sugestão: espero que parte da imprensa pare de defender essa gente que só pensa em agredir, machucar e até matar, como no caso do cinegrafista Santiago Andrade atingido por um rojão. Qualquer ação que a polícia tenta desencadear contra essa bandidagem, sempre tem alguém que entra em defesa desses covardes. É preciso dar apoio aos policiais.
TEODÓSIO ANTONIO DA SILVA (professor) - Londrina

Pedágio sem retorno
O pedágio do Paraná é igual ao imposto pago pelo brasileiro: só existem os débitos pagos pelos motoristas, os benefícios que deveriam vir desse dinheiro recolhido ficam nos bolsos dos donos de concessionárias de rodovias! E eles ainda dão desculpas esfarrapadas para não executar nenhuma melhoria nas estradas, mesmo depois de o paranaense e o brasileiro terem pago o suficiente para duplicações de rodovias e outras obras.
MÁRCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis

Correção
Diferentemente do publicado na matéria "Sindicato busca receber da Iguaçu" (Economia, 20/2), o advogado Celso Luiz Tenório Araújo não defende a Iguaçu do Brasil ou o empresário Guidimar dos Anjos Guimarães, mas atua como representante de consumidores que se sentiram lesados pela construtora.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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