OPINIÃO DO LEITOR
Vergonhas e verdades sobre o pedágio
Li os artigos "Pedágio da vergonha" escrito pelo leitor Antônio Valeriano V. Lopes (Espaço Aberto, 5/2) e "A verdade sobre o pedágio" (Espaço Aberto, 7/2) que é a resposta do diretor da ABCR, João Chiminazzo Neto. Foram muito boas as explanações do senhor Antônio Valeriano. Ele retratou fielmente o que é esse "pesadelo de 16 anos" chamado pedágio paranaense. Apenas a adjetivação utilizada em alguns trechos do seu texto foi contundente, mas o cerne da questão e os dissabores enfrentados pelos usuários por falta de investimento na estrutura das rodovias estão dentro da realidade. A resposta do dirigente da ABCR é uma afronta a nossa inteligência e um desrespeito à ampla maioria do povo paranaense que não concorda com as condições impostas pelas concessionárias e vive oprimida pelas regras de um contrato leonino, cujas cláusulas dão a entender que ao usuário só cabe a obrigação de pagar as tarifas exigidas, sem direito à contrapartida dos benefícios de obras estruturais de porte. Não bastam palavras evasivas.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Mudanças climáticas
O mundo está enfermo. Preste um pouco de atenção e verá que os sintomas são graves: o ar está mais pesado, mais poluído e irrita quando respiramos; o céu, antes anil e majestoso está mais turvo com um azul fosco esbranquiçado; a água, "senhora da vida", corre suja e poluída; o verde das matas perde espaço para o preto do carvão; a temperatura ambiente tão bem aceita e acolhida, agora, desequilibrada, sufoca e escalda, quando não, esfria e congela.
Tudo indica que, por enquanto, física e astronomicamente falando, o paciente seguirá o seu caminho "congestionado" ainda por milhares anos pelo Cosmos. Não será o dióxido de carbono que será o seu algoz final, até porque, o hidrato de metano possui um poder avassalador muito mais catastrófico e letal para o efeito estufa. Sem falar nos asteroides, que rondam por aí, e nas tempestades magnéticas, que podem produzir estragos sem precedentes a todos nós. Entretanto, no que diz respeito especialmente à espécie humana, o "planetinha" pode ser menos benevolente, ou seja, podem ocorrer desfechos imprevisíveis sobre a raça humana em termos de mudanças climáticas.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO (estudante) Curitiba
Violência
A guerra civil no Brasil continua agora com a morte de um cinegrafista da Band. As "otoridades" se dizem indignadas com a violência que afeta a todos, porém nada fazem para mudar esse estado de calamidade. O Código Penal é de 1940, velho e ultrapassado. A vida no Brasil não vale nada assim como os votos que a população joga fora em pessoas que deveriam representá-las e defendê-las. Essas badernas e frouxidão são dos filhos e netos da "democracia" que prometiam salvar o Brasil da opressão. Tudo vai se resolver no apito final, se a pátria de chuteiras ganhar tudo vai ficar bem, mas se perder então a melhor saída vai ser pelo aeroporto. Tortura nunca mais é um país livre da incompetência e da inércia.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
'Porteira aberta'
A médica cubana Ramona Matos Rodrigues abriu a porteira para que outros mais abandonem o barco furado da ditadura castrista. Serve também para escancarar a malandragem do governo atual: inventaram o programa Mais Médicos para fazer doações ao governo cubano. E isso às custas da exploração de seus compatriotas. Não é uma vergonha, Boris Casoy?
MÁRIO MENEZES (aposentado) Londrina
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