Orientação da CMTU? Esqueça!
Imaginava que uma empresa chamada Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) tivesse a preocupação principal em melhorar a convivência entre carros, motos, bicicletas e pedestres nas vias públicas. Imaginava que ações educativas, para que não ocorressem situações de risco, deveriam envolver motoristas e motociclistas, mas também o pedestre e o ciclista. Estes dois últimos, apesar da sua fragilidade, também agem de forma imprudente e insegura. A ação educativa tem efeito permanente e cria uma parceria entre os quatro. A ação punitiva tem efeito imediato e cria ação de rejeição e de boicote. Mas vendo as declarações da direção da CMTU e do prefeito dando importância financeira à ação dos "pardais" fica claro que essa é a única função desses equipamentos. Não existe preocupação em diminuir o risco para pedestres e ciclistas, nem orientá-los para que não cometam imprudências. Não se busca diminuir a infração, nem o perigo inerente à infração. A única preocupação é quanto ao recebimento da multa. E como pedestres e ciclistas não têm como ser multados ficam ao deus dará. Quando o infrator é necessário, alguma coisa está errada no sistema. É a verdadeira indústria da multa, onde a penalidade/arrecadação é o mais importante.
CLAUDIO ESPIGA (engenheiro) – Londrina

Médicos cubanos
O ministro da Saúde declarou que os contratos dos médicos cubanos foram celebrados com a Organização Pan-americana da Saúde. Com a denúncia da médica cubana Ramona Rodriguez de que o contrato foi feito pela Empresa Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos S.A., caiu por terra a fala do ministro. Tem razão a cubana de pôr a "boca no trombone", pois recebia menos de US$ 1 mil do contrato do Mais Médicos que oferece R$ 10 mil aos médicos inscritos no programa. Espero que a "cumpanherada" explique essa história.
MILTON SIMÕES (comerciante) – Londrina

CPI dos Devedores
Na matéria "CPI dos Devedores termina sem apontar irregularidades" (Política, 11/2), o deputado Douglas Fabrício (PPS) diz que "alguns empresários que devem mais de R$ 500 milhões devem ter mudado de nome ou sumiram do Paraná, nem a Justiça deve encontrá-los". Será que esses devedores sumiram mesmo ou estão bem do ladinho rindo da CPI e tomando cervejinha às custas dos suor dos trabalhadores? Para ficar devendo toda essa dinheirama de impostos, eles tiveram ajuda de mais gente, e gente importante. O deputado poderia descobrir quem está por trás desses devedores. No Brasil existe um hábito vicioso de criar supostos devedores chamados de "laranjas". É preciso acabar com essa praga que ataca os cofres públicos do país.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) – Londrina

Sombra e água fresca"
Antigamente conhecida por sua imensa riqueza e qualidade de vida, Rolândia sofre com a crescente falta de água. Suas fontes e rios cada vez mais ameaçados e poluídos, e as reservas aquáticas profundas inatingíveis devido a uma camada de flúor, originam a necessidade de procurar água em municípios vizinhos. Os vizinhos, porém encontram-se em situação semelhante. São sombrias as perspectivas. É urgente uma avaliação do equilíbrio entre desenvolvimento e recursos disponíveis. É urgente uma política que atenda questões econômicas de desenvolvimento respeitando questões básicas à vida. Do ponto de vista econômico e ambiental, é insensato depender de verbas milionárias para captação, tratamento e transporte da água por centenas de quilômetros. A natureza do município ainda tem extraordinária ocorrência de fontes, riachos e rios além de inúmeros fragmentos florestais. Seu principal rio, o Bandeirantes (hoje por razões econômicas declarado "esgoto") liga importantes fragmentos florestais. Poderia o Bandeirantes ser recuperado, a exemplo do Rio Tibagi, e se tornar fonte de renda aos agricultores, garantindo à comunidade "sombra e água fresca."
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) – Rolândia

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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