Entendimento pífio
Li a carta do sr. Helemilton D. de Oliveira (Opinião, 6/2) e não consegui entender "ipsis litteris" o que quis dizer. Procurei o amigo Teodósio, muito culto e versado em Filosofia, e ele se propôs a ajudar-me. Ele leu o escrito e sentenciou: "Acho melhor contar uma parábola para seu melhor entendimento. Existia um homem trabalhador que tinha muitos filhos. O produto de seus rendimentos, ao invés de ser aplicado na melhoria da qualidade de vida de sua família, era gasto de uma maneira pouco ortodoxa. Os seus amigos beneficiavam-se dos seus ganhos em detrimento da boa qualidade de vida que ele poderia propiciar à família. Um dia um amigo de longe, que não era visto com bons olhos pela maioria de seus familiares, pediu emprestado uma boa quantia para reformar o telhado de sua casa. A maioria dos familiares não aprovou a transação alegando que eles também tinham outras prioridades como ir ao hospital tratar de suas enfermidades, ter uma escola de qualidade superior, colocar grades em suas casas para terem uma segurança melhor, etc. Os filhos ainda argumentaram que a reputação desse amigo no quesito pagamento não era a mais louvável. E o pai dando asas ao totalitarismo que lhe era peculiar, sentenciou: ‘Isso é uma questão ideológica que vocês ainda não estão preparados para entender. Não fiquem tristes, pois o papai está preparando anfiteatros majestosos para que vocês possam esquecer, pelo menos por 30 dias, todos os problemas que vos assolam e se a nossa seleção for campeã do mundo vocês serão felizes para todo o sempre’". Alea jacta est (A sorte está lançada).

EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina



Desculpa de sempre
Toda vez que um prefeito não consegue resolver os problemas da cidade culpa o antecessor já com o intuito de se reeleger. Sempre dizem que quatros anos não são suficientes e que precisam de mais quatro. Londrina já viveu essa experiência com a administração Nedson quando dizia que os primeiros quatro anos seriam para arrumar a casa, mas o que vimos foram oito anos de nada. Tomara que isso não se repita.

JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) – Londrina



Gestão técnica
Estamos vivendo a gestão técnica em Londrina. O resultado não é preciso escrever aqui, todos estamos sofrendo juntos. O centro da cidade dá vergonha, o mato não vamos nem comentar, a imprensa batendo, mas devagarinho. Agora podemos optar, gestão técnica ou populista? Assim como você gosta do Palmeiras eu gosto do Corinthians, questão de gosto, gosto não se discute. Pensa aí, você prefere a técnica ou populista? Qualquer que seja a sua opção não vamos brigar por causa disso, vamos?

GILMAR RODRIGUES CORDEIRO (contador) - Londrina




Símbolo máximo da corrupção!
O deputado federal André Vargas (PT-PR) faltou com o respeito e educação na sessão solene de abertura do Ano Legislativo, ao estender o braço com o punho cerrado e provocar o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Temos três alternativas que poderiam ter servido como escopo: primeiro, pretendia homenagear os seus colegas José Dirceu e José Genoíno, julgados e condenados na Ação Penal 470; segundo, foi uma maneira de expressar a sua revolta pelo fato de ser alvo de inquérito no STF por suposto crime de caixa dois (na sua última prestação de contas teria omitido a contratação de cabos eleitorais); e por fim seria o fato de o presidente do STF ter acatado uma ação direta de inconstitucionalidade, suspendendo liminarmente a criação de quatro tribunais regionais federais. Foi Vargas que, em junho de 2013, ao assumir interinamente a presidência do Congresso Nacional, de forma "bem rapidinha", promulgou a aprovação da PEC 544 criando os quatro TRFs. Seu gesto significa o "símbolo máximo da corrupção".

ROBERTO DELALIBERA (bacharel em Direito) – Londrina




■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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