Interdição de rodovias
Quem viaja pelas estradas pedagiadas no Paraná, como no trecho Mauá da Serra-Curitiba, além de curtir as estradas pedagiadas mais caras do mundo - isso é um privilégio! -, é contemplado com seguidos trechos de rodovia interditados, meia pista, onde ficamos parados por 20-30 minutos: pintura de faixas, colocação de "olho de gato", capina e roçagem. Grandes obras que poderiam ser executadas em horários de menor inconveniência. Não é possível que tais situações não demonstrem alguma dose de bom senso nos gestores de tais pedágios. Estamos cidadãos? Ou somos gado, cada vez mais gado, direcionados em cabrestos sem nenhuma dose de reclamação.
MARCOS SORGI MACEDO (médico) – Londrina

Protesto contra protesto
Às vezes, o feitiço vira contra o feiticeiro. Todo protesto com ordem é bem-vindo, mas o que vimos em Londrina foi apenas alguns indivíduos que aproveitaram para pôr para fora seus desejos de violência. Trabalhador não precisa cobrir o rosto, não quebra ônibus, não oprime a imprensa, não atrapalha o direito de um cidadão depois de um dia inteiro de serviço, cansado e que ficou sem poder ir embora porque o Terminal Central estava impedido para os ônibus. Espero que os líderes desse movimento passe livre reflitam porque daqui a pouco teremos protesto contra o protesto.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) - Londrina

Direito de ir e vir
Recentemente, circulando de carro junto com amigos próximo a um condomínio da zona sul de Londrina, fomos abordados por um vigia motorizado que questionou por que estávamos ali. Depois de respondido que familiares de um dos meus amigos tinha propriedade por ali, ele foi embora sem dizer nada. E mesmo que não houvesse posse de propriedade por ali, a Constituição Federal nos assegura (Artigo 5º, XV): "Livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei(...)". Então, o vigia deveria corrigir sua postura, visto os termos da lei, porque além de antiético, não havia a necessidade de alarde.
PHILIPE RAPHAEL BOTURA THOMAZ FAZOLI (estudante de Jornalismo) – Londrina

Pais submissos
Esses "rolezinhos" e outras formas de libertinagem da nossa juventude só existem porque os pais são submissos e atuam como legítimos fantoches dos filhos. Daí a conclusão: "Terreiro que não tem galo, quem canta é frango e franguinha".
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Vamos ser coerentes
O leitor Ancilon de Sá Neto (Opinião, 27/1) ao mesmo tempo que diz não passar de "obrigação" o ministro Joaquim Barbosa fazer justiça, diz também que o referido ministro deveria agradecer a Lula por tê-lo nomeado. Imagino não ter sido essa a intenção de Lula. Ele pensou ser o ministro mais um dos vários asseclas que nomeou. Foi exatamente quando saiu de seu círculo de amizades para nomear alguém, que cometeu a tremenda gafe. Bendito erro! Por que Lula não foi honesto e competente quando governou? Afinal, não foi para isso que o colocaram no poder? E por que Lula não seguiu com a "cumpanherada" para a Papuda? Ah! se o Brasil não ganhar a Copa!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina

Esclarecimento
O advogado e assessor especial do Ministério do Trabalho João Alberto Graça informou ontem à FOLHA que, a respeito da matéria "João Graça diz que vai processar empresária" (Política, 29/1), ele foi sócio de Ednaldo Clemente da Silva Junior, filho de Ana Cristina Aquino, e não da própria empresária, na AGX Log. Ele reiterou ainda que a companhia, uma espécie de braço da AG Log Transportes em Curitiba, foi constituída com o único propósito de prestar serviços para a Renault no Paraná. No entanto, os negócios não prosperaram e, pouco tempo depois, a sociedade acabou desfeita. "Não houve sequer movimentação - fiscal ou financeira", disse.

Correção
Ao contrário do que foi informado na legenda da foto da matéria "Crimes de corrupção: TJ atinge só 25% da meta" (30/01, Pág. 5, Política), o melhor desempenho do País é do TJM/SP.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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