Anarco-estatismo
Enquanto na Ucrânia luta-se contra uma reaproximação comunista, no Brasil o protesto parece ter adquirido um caráter autônomo, sem um objetivo definido (ou com excesso de reivindicações). Portando faixas e dizeres anarquistas, defende-se redução de tarifas de ônibus, passe livre, saúde e educação universais, gratuitos e de qualidade e afins. E após estarem os estádios praticamente prontos (ou quase), resolve-se lutar contra a Copa. Num país de tradição democrática tardia não é de se admirar a dificuldade do povo em saber protestar. O admirável é o caráter anarquista reivindicando conquistas que somente um Estado forte e centralizado pode oferecer. Qual a solução? Virar uma Somália bolivarista?
LEONARDO MELO MATOS (advogado) – Londrina

Gaeco: quem tem medo?
O desmantelamento do Gaeco por omissão e participação do próprio governo estadual tem o sentido claro de manter a impunidade. Na maioria dos casos que temos conhecimento, o Gaeco foi decisivo para entregar à Justiça os corruptos e formadores de quadrilha entre outros crimes. Cadê os deputados estaduais e federais, senadores, que são useiros e vezeiros na rapidez para aprovar seus salários e outros benefícios, que não se manifestam? Cadê os prefeitos e vereadores e suas associações, que adoram ir a Curitiba ou Brasília para conseguir verbas, que não se manifestam? Não deve ser só manifestação pública, mas também atos que comprovem a vontade da continuidade do Gaeco.
ANTONIO CAMARGO (engenheiro agrônomo) – Cornélio Procópio

Direito de ir e vir!
Sobre a matéria "Um difícil caminhar" (Cidades, 24/1). Nós, londrinenses, estamos perdendo o direito de ir e vir, principalmente no quadrilátero central. Estamos dividindo o espaço das calçadas com: centenas de camelôs; carrinhos de sorvete, de fruta, de salgado, de doce, de lixo; sacos de lixos recicláveis; bicicleta; motocicleta; materiais de construção (pedra, areia, tijolo, etc); vendedores de bilhetes; entregadores de panfletos; malabaristas; propagandistas; pedintes; videntes; ciganas; cachorros; estacionamentos irregulares (veículos utilizam parte da calçada destinada para os pedestres); lixeiras enormes; mato; árvores e galhos de árvores que não permitem a passagem do pedestre; etc. A quem devemos recorrer?
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Propaganda política
Já está mais do que na hora desses partidos de aluguel e também aqueles que se dizem "grandes" de se conscientizarem que ouvido de telespectador não é penico para ouvir tanta besteira por ocasião de suas apresentações na TV. Em vez disso, por que não procuram uma cabeça pensante, se é que em seus quadros existe alguma, e construam um programa de governo nas esferas federal, estadual e municipal, após pesquisa meticulosa das necessidades inerentes, sem colocar promessas mirabolantes e que sabem de antemão que jamais irão cumprir. Façam uma programação exequível que possa ser cumprida, voltada para as necessidades do povo brasileiro. E não se iludam, o povo sabe distinguir direitinho o joio do trigo, ou seja, sabe quando estão mentindo ou falando verdades ou meias verdades e não vai cair nessa. Daí, em vez de ficarem falando o tempo todo, convidem os telespectadores a entrar na página do partidona internet e tomar ciência do programa. Política não é bem de consumo que careça de marketing para ser vendido, política precisa de programas sérios voltados para o bem-estar do povo. Procurem fazer isso e quem sabe não vão ter mais adesões dos eleitores. Façam política com seriedade e respeito para com o eleitorado brasileiro.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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