‘Perplexidade e ingratidão’
A declaração do secretário-geral da presidência, Gilberto Carvalho, sobre a perplexidade do governo com relação aos protestos de junho (Política, 25/1) é uma tentativa de minimizar o descontentamento dos brasileiros com o rumo político-administrativo que o País está seguindo. Demonstra também o seu temor de novas manifestações durante a Copa e em ano eleitoral. Encastelados no poder, certamente os governantes não conseguiram interpretar o conteúdo dos cartazes que os manifestantes exibiam. Vamos reproduzir algumas dessas mensagens para refrescar a memória dos que sentiram a dor da ingratidão: "Ou para a roubalheira ou paramos o Brasil", "Fim da corrupção desenfreada", "Mensaleiros na cadeia", "Hospitais padrão Fifa", "Saúde, educação e segurança pública de qualidade", "Salários dignos para os professores", "Transporte público não é sardinha em lata", "PEC 37 é impunidade para políticos", "O governo petista dá o nosso dinheiro para ditadores corruptos", "Reforma política já", "Congresso Nacional vergonha do Brasil", "Estádios superfaturados", "Arrecadação um trilhão, benefícios zero" e muitos outros mostrando a insatisfação do povo. A conduta do governo está refletida nos dizeres dos cartazes. Portanto, não há razão para tanta perplexidade e sentimentos de ingratidão. Pretender ideologizar o grito das ruas é uma dissimulação e infiltrar os black blocs para acabar com as passeatas foi uma grande covardia.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

‘Desmanche’ do Gaeco
Querem acabar com o Gaeco. Quem perde e quem ganha com isso? E aí senhores políticos "representantes" do povo, cadê as explicações? E aí "cidadãos", não seria esse um bom motivo para protestarmos? Enquanto isso, esperamos a Copa do Mundo!
MARCO PARAZI (professor) - Londrina

Tarifa mínima de água
Ao ler na Folha de Londrina de ontem a notícia sobre o aumento no valor da tarifa de água pedido pela Sanepar, gostaria de saber por que algum nobre deputado não faz um projeto pedindo a extinção da cobrança do consumo mínimo? Ambientalmente, ela é incorreta, visto que a pessoa pode gastar água mais do que realmente necessita, além de ser uma cobrança irregular, pois não foi consumido o que se paga.
EMERSON GONÇALVES DE LIMA (servidor público) - Cambé

‘Holocausto’
O governo brasileiro, realmente detesta idosos, principalmente aposentados. Tornou-se um holocausto para nós, deixando todos à mercê da sorte. Não comemos ou compramos medicamentos com esse salário de miséria. Um corrupto como o ex-presidente do PT José Genoino, que aliás tornou-se o primeiro mendigo em rede social, tem todas as benesses. Este é o país da Copa, das mordomias, da impunidade. Aposentados, façamos um pacto, não votar nesse governo. Vamos conseguir adesões dos familiares também.
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

Defasagem dos aposentados
Respondendo ao sr. Alfredo Carvalho (Opinião, 24/1), dou-lhe toda a razão da indignação. Precisamos nos unirmos para que nossas reivindicações possam ser ouvidas. A Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Londrina e Norte do Paraná (Asapel), filiada à Federação do Paraná e à Confederação Nacional dos Aposentados, vem procurando interferir nessas perdas, seja movendo ações em nome de seus associados, seja participando de movimentos nacionais reivindicatórios. A Previdência alega deficit em suas contas e nós sabemos, por meio de documentos, que ela é superavitária. Não há nenhuma razão lógica para que o governo sempre nos "brinde" com um índice menor do que o que é dado ao salário mínimo. Não pagam o que nos devem porque não querem, porque o superavit da Previdência é utilizado para "socorrer" os demais ministérios. E os bolsos de muita gente, sabemos nós. Convido o sr. Alfredo e a todos os aposentados a conhecer o nosso trabalho.
NINA CARDOSO (vice-presidente da Asapel) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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