OPINIÃO DO LEITOR
Rolezinho cubano
Diferentemente dos nossos "rolezinhos" em que os baderneiros, devidamente orientados por partidos políticos de ideologia retrógrada, justificam as depredações de bens sob a alegação de estarem protegidos pelo direito de ir e vir, em Cuba o primeiro rolezinho, que reivindicava apenas e tão-somente os comezinhos direitos à manifestação e a locomoção, foi sufocado e seus organizadores presos pelo regime sanguinário e déspota que ali impera há meio século. E foram colocados em locais incomunicáveis. O que não dá para entender é o paradoxo desses movimentos que, usufruindo da ampla e irrestrita liberdade de que gozam no Brasil, sonharem com a possibilidade de aqui implantarem regime semelhante ao vigente na ilha de Cuba.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) - Londrina
Doação a Genoino
Interessante este país onde se pratica a democracia plena, veja o caso do condenado no processo do mensalão, José Genoino. A multa de condenação chega a R$ 667 mil, e a própria imprensa festeja a arrecadação de doações: "Em oito dias, campanha para Genoíno arrecada R$ 660 mil e praticamente cobre multa do STF". O grande paradigma da questão é o discernimento entre a ética do certo e errado. A partir desse comportamento, fica patente a opção de liberdade democrática ao exagero pendendo para o lado ruim, que ao engajar nesse intuito, chega-se a pensar que o mensaleiro José Genoino seja um anjinho de plantão que foi jogado ao fogo do inferno, sem a mínima consideração na justiça dos homens. Essas doações teriam um destino mais justo, caso fossem direcionadas às diversas entidades carentes e legais que tanto necessitam desses meros recursos, doados de bom grado a esse condenado pela Justiça, com provas contundentes. Será que diante de tal quadro, algum dia poderemos esperar um Brasil melhor, mais justo e igualitário para todos?
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Contragolpe
Sobre a reportagem "Vidas marcadas pelo Golpe Militar (Política, 20/1)", tratar o 31 de março de 1964 como "golpe" é injusto. Vivíamos uma democracia que, pela tibieza de Jango, foi infiltrada pelo Partido Comunista. Dizia Prestes: "Já temos o poder. Só nos falta exercê-lo", tamanho era o domínio da vida nacional. O lema era "Reformas! Na lei ou na marra" e, manipulando Goulart, imporiam reformas à força. De democracia íamos para uma ditadura comunista e trocar uma ideologia por outra leva o nome de revolução. Antes da revolução comunista, o clamor popular (registros existem) levou os militares à contrarrevolução. "Golpe de 64"? Também não, pois foi um "contragolpe". O golpe vinha dos comunistas. Militares e sociedade civil, antecipando-se, fizeram um contragolpe. Militares sempre foram a barreira para o comunismo no Brasil, daí o tom de revanchismo que a "intelligentsia" dá à contrarrevolução. Como está nosso País hoje? Vozes clamam, como em 1964.
JORGE ALBERTO FORRER GARCIA (coronel reformado do Exército) - Curitiba
Bandeira do SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, baixou uma portaria obrigando que deve ser hasteada uma bandeira branca com letras azuis com o slogan do SUS para consolidar a marca do sistema de saúde no País. Incrível o poder que os petistas têm de transformar coisa ruim em coisa boa. No mínimo, dois erros grotescos nessa visão: a bandeira, no lugar da cor branca deveria ser preta e as letras que são azuis deveriam ser roxas, pois aí sim mostraria a realidade do sistema de saúde. Para compreender, é só visitar qualquer posto de saúde. Essa é mais uma maneira que o PT tem de querer inverter as coisas, e nisso eles são especialistas.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) Londrina
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