OPINIÃO DO LEITOR
Economia nas casas legislativas
Presidentes de câmaras municipais, assembleias estaduais e do Senado Federal propagandeiam que estão devolvendo dinheiro aos cofres fazendários, resultante de "economia" que foi feita durante o exercício. Uma tremenda hipocrisia. Economia do que, se as mordomias continuam acontecendo a olhos vistos? Nada foi cortado das vergonhosas e abusivas verbas. Eis alguns exemplos dessa farra com os recursos públicos: aviões da FAB estão voando com suas excelências Brasil afora para as mais bizarras extravagâncias da mordomia oficial; com dinheiro do contribuinte, deputados abastecem helicópteros para fins particulares e escusos; parlamentares gastam perdulariamente, inclusive com propaganda pessoal, até o último centavo da cota de verbas indenizatórias; os cabides de empregos continuam aumentando; vereadores recebendo 13º salário; e outras tantas obscenidades. A falácia do presidente do Senado alegando que economizou, cortando os 14º e 15º salários dos senadores, é uma piada. Deixar de pagar verbas com essa titularidade indecorosa é economia? Na verdade, o repasse dos recursos orçamentários para as casas legislativas é tão superdimensionado que, com todo esbanjamento que sabemos existir, ainda há sobra. O conceito de economia passa muito longe das atitudes alardeadas por esses dirigentes.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Rolezinhos
Os shoppings se mobilizam contra a bagunça e a baderna. É um espaço público de consumo, um lugar que gera emprego e que recebe todo segmento social. Será que é tão difícil enxergar o risco que as famílias com mulheres, crianças e idosos correm num espaço físico fechado, em que dois ou três mil jovens entrem correndo nos corredores estreitos dos shoppings? Só não vê esse perigo quem está acometido pela cegueira. Pura demagogia dizer que são descriminados. Basta ir a um shopping e vemos pessoas de todas as classes sociais. Bibliotecas são locais de exclusão intelectual. E aí, mano? Vamos manifestar lendo uns livros? "Rolezinho" no shopping dos outros é refresco! Acho que é uma manifestação no contexto de faltas: falta de pai e mãe que estabeleçam limites e valores aos filhos; falta de família que está numa desestruturação crescente.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá
Correção do FGTS
Com relação à matéria "Sentença em Foz cobra nova correção do FGTS" (Economia, 21/1), essa malandragem do governo vem há muitos anos. Só agora a Justiça e a sociedade se tocam de que a inflação tem que ser reposta. Só se for daqui para frente, porque tudo que for retroativo em termos de correção do capital estatal quebra a nação. Assim foi com o sequestro da poupança feita por Collor de Mello, em que o STF reuniu o pleno e pau na cabeça dos poupadores. As perdas foram gigantescas e a corrupção matou Paulo Faria, o "morcego negro". Quem não se lembra disso? A remuneração da poupança recentemente sofreu um revés nos rendimentos e ficou inferior à inflação. O Banco Central é o nosso guardião da moeda, jamais poderia compactuar com tais barbaridades, pois uma moeda para ter credibilidade deverá ser reajustada para permanecer no seu valor de compra, pelo menos. O mais é conversa e rapinagem.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
Reconstrução do Ouro Verde
Em nome da comunidade universitária, a administração da UEL agradece a colaboração da Folha de Londrina pela cobertura jornalística em prol da reconstrução do Cine Teatro Ouro Verde, atingido por incêndio em fevereiro de 2012. Nesse período, a colaboração da imprensa foi de fundamental importância para levar à população de Londrina e demais regiões do Estado e do País informações sobre todo o processo de reconstrução do teatro, que é patrimônio cultural do Paraná. Agradecemos de coração a postura profissional com a qual a FOLHA abraçou a causa e nos apoiou.
NÁDIMA APARECIDA MORENO (reitora da Universidade Estadual de Londrina) Londrina
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